Por Marina Sequinel e Flávia Barros

(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Funcionários do Hospital Evangélico de Curitiba se reuniram na Boca Maldita na tarde desta segunda-feira (5) para pedir ajuda. Eles saíram da frente do prédio da instituição, localizado na Alameda Augusto Stellfeld, e seguiram até a região central de Curitiba.

Com dívidas, a instituição está com vários serviços suspensos desde o dia 21 de novembro. Os trabalhadores receberam os salários na semana passada, mas ainda não há previsão para o pagamento referente a dezembro e ao 13º. Por enquanto, não há notícias sobre eventuais repasses do governo federal, que poderiam minimizar as dificuldades enfrentadas pela instituição.

“Nós estamos aqui em prol do Evangélico como um todo. A situação é bem complicada e queremos ver se outras empresas e os próprios bancos, com quem o hospital tem dívidas, possam analisar o caso com outra visão. Muitas pessoas precisam dos nossos serviços”, disse Tânia Pacheco, da área de Enfermagem, em entrevista à Banda B durante o evento.

De acordo com os manifestantes, antes da paralisação dos serviços, os funcionários precisavam lidar com a restrição de materiais. “Eles levaram até onde puderam, mas, com o tempo, tiveram que limitar o que era usado. Nós não estamos aqui pelos salários, mas sim pelo hospital. Vamos esperar, agora, o resultado da manifestação e torcer para que as autoridades possam nos ajudar”, afirmou José, que também participou do ato.

Além dos pacientes, a suspensão afeta também as pesquisas acadêmica e os universitários que fazem residência no Evangélico. “Nós temos a nossa formação comprometida. Hoje, a faculdade forma 120 médicos por ano e mais de 20 especialidades. Agora não temos espaço para praticar a Medicina”, desabafou o aluno Fabrizio Chiamulera.

No dia 21 de novembro, o Evangélico suspendeu os atendimentos para pacientes do Samu e Siate, além do agendamento de cirurgias eletivas – aquelas que podem ter uma data definida. A partir do dia 28, a instituição também deixou de realizar consultas ambulatoriais, exames laboratoriais e de imagem por tempo indeterminado. Ainda não há previsão para que a instituição normalize as atividades.

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