Da Redação com AEN

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, lançou nessa sexta-feira (4) o projeto “Mãos Limpas, Paciente Seguro”, que incentiva profissionais de saúde a higienizar corretamente as mãos. O projeto investe na sensibilização de profissionais e gestores da área da saúde para reduzir os índices de infecção hospitalar.

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(Foto: Getty Images)

Segundo Caputo Neto, a higiene adequada das mãos é considerada a medida mais eficaz para a prevenção das infecções hospitalares. “Apesar do Paraná ter um dos melhores desempenhos do país nesta área, ainda há muito que ser feito. Este projeto vem para garantir ainda mais segurança à saúde do paciente”, destaca.

Estudos mostram que as mãos são os principais disseminadores de micro-organismos dentro dos ambientes hospitalares. Por isso, o projeto orienta como e quando elas devem ser limpas e qual a importância dessa ação para a proteção de pacientes, visitantes e também profissionais.

“Estamos distribuindo materiais educativos e manuais técnicos detalhando os procedimentos indicados para a higiene adequada das mãos. Dessa forma, queremos que os profissionais se apropriem dessas informações e tornem a higiene das mãos um hábito”, explica o coordenador do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana.

Campanha

De acordo com o projeto, a higiene das mãos pode ser feita com preparação alcoólica ou água e sabão. Por isso, é essencial que a direção dos hospitais também esteja envolvida no projeto e disponibilize os materiais necessários para os procedimentos.

Todo o processo de higiene das mãos, seja por água e sabão ou por preparação alcoólica, está detalhado em dois cartazes produzidos pela Secretaria da Saúde. As informações devem ser afixadas em postos de enfermagem e outros ambientes com displays de higiene.

Nesta primeira fase, a iniciativa mobiliza 75 hospitais de todas as regiões do Estado. Após a solenidade de lançamento, cerca de 160 profissionais de saúde foram capacitados para se tornar multiplicadores do projeto. São eles que serão responsáveis por implantar as ações nos ambientes de trabalho.

Para Heloisa Giamberardino, representante dos serviços de controle de Infecção Hospitalar do Hospital do Trabalhador e do Pequeno Príncipe, ambos em Curitiba, o projeto reforça o trabalho que já é desenvolvido pelos hospitais. “Já temos ações parecidas em nossas unidades. Contudo, a partir de agora podemos unificar os materiais utilizados no Estado, alcançando cada vez mais pessoas”, afirmou.

Veja quais são os cinco momentos onde a higiene das mãos é indispensável:

Antes do contato com o paciente

Para a proteção do paciente, evitando a transmissão de micro-organismos presentes nas mãos do profissional e que podem causar infecções.

Antes da realização do procedimento

– Para a proteção do paciente, evitando a transmissão de micro-organismos das mãos do profissional para o paciente, incluindo os micro-organismos do próprio paciente.

Após risco de exposição a fluidos corporais

– Para a proteção do profissional e do ambiente de assistência imediatamente próximo ao paciente, evitando a transmissão de micro-organismos do paciente a outros profissionais ou pacientes.

Após o contato com o paciente

– Para a proteção do profissional e do ambiente de assistência à saúde, incluindo as superfícies e os objetos próximos ao paciente, evitando a transmissão de micro-organismos do próprio paciente.

Após contato com áreas próximas ao paciente

– Para a proteção do profissional e do ambiente de assistência à saúde, incluindo superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de micro-organismos do paciente a outros profissionais ou pacientes.