Da AEN

A Secretaria da Saúde do Paraná foi reconhecida nacionalmente pelo trabalho exemplar na atenção e vigilância do primeiro caso suspeito de ebola no Brasil, ocorrido em Cascavel, no mês de outubro. A homenagem, que aconteceu terça-feira (28) em Brasília na abertura da 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), foi estendida também ao município de Cascavel e aos profissionais da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

O Ministério da Saúde destacou o profissionalismo e o compromisso com a aplicação dos protocolos que desencadearam o tratamento adequado ao paciente e as medidas de prevenção. “O trabalho integrado demonstra a capacidade do SUS de cada vez se preparar melhor para responder às emergências de saúde pública”, afirmou o ministro Arthur Chioro, na placa de reconhecimento.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, que também representou o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), enfatizou que as medidas tomadas no enfrentamento do caso provaram não só ao Brasil, mas também ao mundo, que as vigilâncias epidemiológica e sanitária do país são áreas de excelência no SUS. “O Governo do Paraná já havia preparado um plano de contingência e investe constantemente em capacitações, o que foi determinante para o sucesso do enfrentamento do caso suspeito”, afirmou.

Também foram homenageados o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz; o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak; e o secretário municipal de saúde de Cascavel, Reginaldo Andrade.

SUSPEITO – O caso suspeito foi um homem de 47 anos, solteiro, vindo da Guiné, na África, no dia 18 de setembro, que procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 2), em Cascavel, no dia 9, relatando ter apresentado febre no dia anterior.

Exames clínicos e o perfil epidemiológico fizeram a equipe médica suspeitar de que pudesse ser um caso de ebola, visto que o paciente apresentou o quadro febril 19 dias após ter saído de seu país, um dos quatro países africanos com surtos da doença. O protocolo internacional orienta que os casos suspeitos podem apresentar sintomas até 21 dias após a contaminação.