Da Redação

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) convocou uma paralisação nas  unidades de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de meia hora na próxima segunda-feira (30). A paralisação deve ocorrer durante a troca de turnos, das 7h às 7h30 e das 13h às 13h30. O objetivo é demonstrar a insatisfação com a Prefeitura em relação as negociações na área da saúde. No dia 3 de outubro os servidores devem realizar uma assembleia geral e, o dia 7 será marcado como indicativo de greve.

As reivindicações incluem a incorporação da saúde no Índice de Desenvolvimento Qualitativo (IDQ), a igualdade na gratificação do Estratégia Saúde da Família (ESF) e a insatisfação com as unidades mistas.

De acordo com o sindicato, mais de 70% dos trabalhadores já confirmaram adesão. A Banda B entrou em contato com a Prefeitura, que mandou a seguinte nota:

Comunicado 

A Prefeitura de Curitiba/Secretaria Municipal de Saúde está trabalhando intensamente para garantir a assistência à saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba. Em janeiro, o cenário era de dívidas, falta de medicamentos nas unidades e ameaça de fechamento de serviços estratégicos. De lá pra cá, houve melhoras significativas, embora ainda haja muito para se fazer.

Médicos, dentistas e outros profissionais foram convocados para repor os quadros abertos; o número de equipes de Saúde da Família aumentou; unidades básicas tiveram seu horário ampliado para facilitar o acesso da população, além de negociações constantes com a rede hospitalar e com os prestadores de serviços especializados para ampliar a oferta de consultas e serviços.

Algumas categorias de servidores da saúde, que inclui enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, reivindicam mudanças na atual escala de trabalho, exigindo períodos de 12 horas consecutivas de trabalho, seguidas de 60 horas de folga. Curitiba foi a primeira cidade a implantar a legislação que reduz de 40 para 30 horas semanais a carga desses profissionais, com escalas de trabalho diário de 6 horas e, no mínimo, dois fins de semana completos de folga por mês, visando à melhoria das condições oferecidas ao trabalhador.

É importante ressaltar que períodos diurnos de 12 horas consecutivas são desgastantes para os profissionais, tanto física quanto psicologicamente, fator que prejudica a qualidade da assistência ao usuário. E é justamente pensando na saúde do trabalhador da saúde e do usuário do SUS que a Prefeitura optou por manter o revezamento diário de funcionários que já existe hoje.

Ao mesmo tempo, folgas de 60 horas diminuem o vínculo do profissional com a equipe e o serviço de saúde. Portanto, são prejudiciais para a qualidade da assistência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 Horas.

Entretanto, a Prefeitura reconhece o direito de seus servidores de se expressar e de se manifestar democraticamente, como está programado para ocorrer nos dias 30 de setembro e 1 e 2 de outubro. E, antecipadamente, pede desculpas por qualquer inconveniente aos usuários da rede pública de saúde.