Da Agência Estadual de Notícias

Secretaria Estadual de Saúde iniciou um amplo estudo para avaliar a circulação do mosquito da dengue em Curitiba e Região Metropolitana. Serão instaladas 900 armadilhas para a captura e análise dos mosquitos, o que contribuirá para a identificação das espécies predominantes na região. O estudo deve ser concluído no fim de maio e o relatório final será apresentado em junho.

armadilha-dengue

(Foto: Kássio Pereira/SESA)

A medida, que começou na última semana, foi tomada depois que Curitiba confirmou o primeiro caso autóctone de dengue, ocorrido em fevereiro deste ano. Além da capital, o estudo está mapeando a situação do Aedes aegypti em mais nove municípios: São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais e Piraquara.

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, a iniciativa serve para direcionar as ações de combate à dengue a fim de evitar a proliferação do mosquito na região. “Curitiba e região metropolitana historicamente registravam apenas casos importados de dengue. Com a confirmação deste primeiro caso autóctone estamos redobrando a atenção e as ações de controle”, destacou.

Área de risco

O estudo vai identificar os locais de risco para a introdução e desenvolvimento do mosquito, como áreas de rodoviária, aeroporto, linhas férreas, postos de combustível, restaurantes e lanchonetes de beira de estrada, além de outros pontos com grande circulação de visitantes. “Estamos traçando um panorama geral de todas as vias de acesso à Curitiba. Desta forma, podemos verificar qual o real risco da região em relação à dengue”, explicou o superintendente.

Moradores de áreas próximas a áreas de risco devem ter cuidado redobrado com suas casas e quintais. “Os ovos do mosquito podem sobreviver por mais de um ano a espera de um clima propício para o desenvolvimento, por isso é importante que todos os criadouros sejam eliminados”, ressaltou a coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

O trabalho está sendo desenvolvido pela equipe de entomologia da 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, com a colaboração e apoio logístico dos municípios. Em dezembro de 2013, essa mesma ação foi realizada em Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba e atestou que a espécie predominante na região é o Aedes albopictus, que não transmite a dengue.

Armadilha

O coordenador do projeto, Rubens Massafera, afirma que as armadilhas (ovitrampa) são dispositivos seguros que capturam os ovos dos mosquitos. “A armadilha é um pequeno vaso, com uma palheta de eucatex envolta a uma solução de água com feno. Esta solução amplia em 80% o poder de atração do criadouro, o que potencializa a ação da armadilha”, relata Massafera.

A partir da captura dos ovos, as amostras são encaminhadas ao laboratório de referência para a identificação da espécie. Caso o mosquito encontrado seja o Aedes aegypti, medidas de controle são imediatamente recomendadas às equipes municipais.