Da Sesa

 

As 22 Farmácias do Paraná, localizadas nas regionais de saúde, superaram neste mês a marca de 100 mil pacientes cadastrados para receber medicamentos de alto custo e uso contínuo. São tratamentos para mais de 80 doenças, como Alzheimer, Parkinson, hepatites virais, esclerose múltipla, entre outras.

FARMACIA

Foto: Divulgação

No ano passado o Governo do Paraná distribuiu cerca de R$ 260 milhões em medicamentos do componente especializado. “Estes medicamentos são de alto custo e garantem qualidade de vida aos pacientes”, explicou o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Neste primeiro semestre deste ano este investimento ultrapassou R$ 130 milhões.

Desde 2011, o Governo está readequando as Farmácias do Paraná para garantir mais conforto aos usuários e segurança na dispensação dos medicamentos. Sete unidades já foram reestruturadas: Guarapuava, Pato Branco, União da Vitória, Apucarana, Toledo, Cascavel e Telêmaco Borba.

“Este é um projeto estratégico do governo. Todas as 22 regionais de saúde terão uma unidade do programa Farmácia do Paraná para qualificar o atendimento às pessoas que precisam dos medicamentos”, afirmou Caputo Neto.

Para ter acesso a esses medicamentos, o paciente ou responsável deve entregar na Farmácia da Regional de Saúde os seguintes documentos: receituário médico, formulário LME (laudo de medicamentos do componente especializado), cópia de exames e documentos pessoais. Após a aprovação do processo, o paciente é cadastrado e passa a retirar mensalmente o medicamento.

Vanda Rubin, 50 anos, auxiliar de serviços gerais, foi diagnosticada em 2012 com artrite reumatóide, uma doença que causa dores intensas nas articulações e incapacita para o trabalho. Ela recebe todos os meses os medicamentos de alto custo na Farmácia do Paraná, localizada em Curitiba. “Tive que me afastar do trabalho porque tive depressão. Não aguentei. Era muita dor”, disse. Com a medicação a doença está controlada e ela já começa a realizar algumas tarefas. “Se eu tivesse que comprar este medicamento, seriam R$300 por mês e eu recebo cerca de um salário mínimo”, disse.

Diagnosticada com alzheimer desde 2009, dona Cerenita Andrade, 93 anos, agora pode conviver normalmente com a família, pois a doença está controlada com o medicamento que recebe através da Farmácia do Paraná. “Ela não dormia e nem se alimentava direito. Era muito desconfiada e ríspida com os filhos”, contou a filha, Lucia Maria Litz, 62 anos, que retira os medicamentos para a mãe todos os meses. Para ela, a mãe mudou muito com o tratamento. “Agora dorme bem, largou o cigarro e passou a fazer bordado. Vida normal”.