Da SMCS

A Prefeitura de Curitiba conseguiu vacinar 86,82% do público alvo da Campanha Nacional de Vacinação dentro do período inicial estabelecido para a campanha, entre os dias 22 de abril e 9 de maio. A marca supera o mínimo exigido pelo Ministério da Saúde, que é o de vacinar pelo menos 80% de pessoas entre os grupos vulneráveis e que podem ser contabilizados: gestantes, idosos, crianças e mulheres que tiveram filhos há menos de 45 dias. A capital paranaense está entre as cidades com os melhores resultados na vacinação contra a gripe até agora, segundo dados do Ministério da Saúde

gripe

(Foto: Divulgação SMCS)

A campanha foi prorrogada em todo o país e as 109 unidades de saúde de Curitiba continuam vacinando todas as pessoas que fazem parte dos grupos vulneráveis. “Curitiba foi uma das poucas cidades que conseguiu atingir a meta de 80% dentro dos 18 dias previstos inicialmente para a campanha. E isso só foi possível graças ao empenho e esforço das equipes das unidades de saúde e à conscientização da população sobre os riscos de uma exposição desnecessária à doença”, afirma o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda.

Massuda lembra que a vacina contra a gripe é uma das ações do processo de prevenção. “Além de tomar a vacina, as pessoas precisam fazer a assepsia das mãos com frequência e manter os ambientes ventilados, mesmo dos mais dias frios”. A transmissão da gripe ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também acontece por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

Imunização 

Dentro do público alvo, grupos como as gestantes e as crianças com idade entre seis meses e 5 anos incompletos ainda precisam melhorar a adesão à vacina para prevenir complicações mais severas em decorrência de problemas respiratórios que são mais frequentes durante o outono e o inverno. Até sexta-feira (09), a vacinação chegou a 62,5% entre as gestantes 72% entre as crianças.

A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Juliane Oliveira, alerta para a importância da imunização entre esses grupos e o de pessoas portadoras de doenças crônicas, lembrando que são grupos nos quais a capacidade de defesa do organismo é limitada. “A criança precisa da vacina porque ainda não tem seu sistema imunológico maduro. Já entre as gestantes, a capacidade respiratória fica comprometida devido às alterações no corpo – como a dilatação do abdômen – que diminui a capacidade de proteçãodiante um quadro de gripe e a possibilidade de complicações respiratórias é muito maior, semelhante ao que ocorre com pessoas que convivem com doenças crônicas”, conta a diretora.

Por outro lado, as mães que tiveram bebês há menos de 45 dias fazem parte do grupo que melhor aderiu à vacinação, com 114,9%. “Como ultrapassamos o público total, a explicação mais provável é que mulheres que residem na região metropolitana ou mesmo em outras cidades tenham optado por tomar a vacina em Curitiba. Esse número também mostra a conscientização das mães, preocupadas em tomar a vacina contra a gripe e inclusive garantir a saúdedos bebês, que recebem a imunização através do leite materno”, explica Juliane. Entre os idosos, 89,6% do público total já foi vacinado.

Ao todo, em Curitiba foram aplicadas 342.293 doses da vacina contra a gripe, incluindo os profissionais de saúde e os portadores de doenças crônicas – que são públicos não contabilizados estatisticamente –, as pessoas privadas de liberdade e os indígenas.

A vacina contra gripe é segura e evita o agravamento da doença, internações e, até mesmo, óbitos por influenza. Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários devem se dirigir às 109 unidades de saúde de Curitiba. As pessoas com doenças crônicas devem apresentar também prescrição médica no ato da vacinação. Aqueles pacientes que já fazem parte de programas de controle das doenças crônicas do SUS, devem ir às unidades em que estão cadastrados para receber a vacina.