Por Luiz Henrique de Oliveira

Não tem cura e incomoda demais, seja por alergia ou uma mudança climática, ela dá as caras. A rinite está presente nos lares curitibanos, a ‘Capital da Rinite’, carinhosamente chamada, provavelmente por aqueles que não sofrem com este mal. O jornalista Robsterson Luz, de 30 anos, que o diga. “A partir dos 18 anos eu comecei a sofrer, quando as flores soltam o pólen ou quando faz um pouquinho de frio, ela vem, não tem jeito”, disse.

A rinite é uma companheira do jornalista e também da recepcionista paulista Gabriela Lupion, de 29 anos. Quando ela mudou para Curitiba, há um ano e meio, trouxe a rinite junto. “Vim para cá e me atacou demais a rinite. Em São Paulo eu não sofria assim. Já passei vergonha com clientes e tudo mais. É meio constrangedor e preciso ter minha bolsa sempre cheia de medicamentos”, contou.

(Foto: Reprodução Facebook)

Apesar de terem a rinite em comum, os dois agem de forma diferente quando ela aparece. “Eu evito automedicação e procuro um especialista na hora, para ter uma medicação correta e evitar que eu tome algo errado e não surta efeito”, disse o jornalista, diferente da recepcionista. “Eu me automedico. Acabo tomando um antialérgico e já sei mais ou menos o que fazer. Nunca fui atrás para pesquisar outro tratamento”, afirmou.

Com a palavra, uma especialista

A otorrinolaringologista, Ana Claudia Dias de Oliveira, do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), afirmou que se as crises são recorrentes é necessário buscar atendimento médico. “Quando há crises em sequência, se faz um tratamento preventivo. Ficar se automedicando não é aconselhável. No consultório, são eliminados fatores cirúrgicos, como adenoide ou amígdala inflamada. A partir daí, passa-se a buscar tratamento específico para a parte inflamatória do nariz”, disse.

A especialista explicou também que é importante o paciente saber que existem dois tipos de rinite. “A alérgica – causada por ácaros, gato, insetos e pólen – e a não alérgica que é a vasomotora -desencadeada por cigarro, cheiro forte e principalmente mudança de temperatura -“, descreveu a médica.

Além disso, o tratamento para elas são diferentes. No tratamento da rinite não alérgica pode se aplicar corticosteroide tópico nasal por determinado tempo e, em casos mais agudos, anti-histamínico oral com descongestionante. No tratamento da rinite alérgica pode-se utilizar corticoesteroides nasais tópicos, anti-histamínicos orais e imunoterapia específica injetável ou sublingual, além de orientação de higiene ambiental.

Sem cura

Por fim, Ana Claudia afirmou que a rinite não tem cura, mas pode ser amenizada. “É difícil também a prevenção quando se fala em mudança de temperatura, por exemplo. Deve-se evitar ar-condicionado, ventilador ou uso de um perfume mais forte. Para quem tem uma rinite alérgica o principal é evitar o ácaro. É importante tratar, porque pode evoluir para otite, laringite e até sinusite”, concluiu.

Para mais informações sobre a rinite, acesse o perfil de Centro de Rinite e Alergia – Hospital Ipo.