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HPV

Para receber a vacina, basta procurar uma unidade de saúde com a carteira de vacinação e um documento de identificação. SMCS

As 109 unidades de saúde de Curitiba começam a oferecer, nesta segunda-feira (01), a segunda dose da vacina contra o HPV para meninas entre 11 e 14 anos incompletos,e também a vacina contra hepatite A, para crianças de 1 ano a até 1 ano, 11 meses e 29 dias. A segunda dose da vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) dá continuidade à campanha iniciada em março deste ano, quando a vacina foi inserida no Sistema Único de Saúde (SUS).

A imunização, que é injetável e aplicada em três doses, é direcionada a meninas com idade entre 11 e 14 anos incompletos. Para receber a vacina, basta procurar uma unidade de saúde com a carteira de vacinação e um documento de identificação. “Vamos iniciar a aplicação da segunda dose esta semana e a terceira após cinco anos. Como a vacina já faz parte do calendário vacinal, será ofertada durante todo ano para meninas nesta faixa etária”, explica Juliane Oliveira, diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde.

Proteção

A vacina contra o HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países, por meio de programas nacionais de imunização. Mas é importante ressaltar que ela não substitui os outros meios de prevenção, como o uso da camisinha e exames ginecológicos.

Hepatite A

O objetivo da Secretaria Municipal da Saúde é vacinar 95% das 23.605 crianças entre 12 meses e dois anos incompletos. A faixa etária para a imunização foi determinada pelo Ministério da Saúde com base em estudos segundo os quais crianças dessa idade ficam mais expostas ao contágio do vírus, que é transmitido via oral ou fecal. As demais crianças só serão vacinadas caso estejam realizando tratamento de saúde e recebam indicação médica.

Não há tratamento específico para a hepatite A e a recuperação pode levar semanas ou meses. A terapia é baseada no equilíbrio nutricional adequado, incluindo reposição de líquidos eliminados na diarreia e vômito. “Crianças dessa idade costumam brincar no chão e levar as mãos à boca, muitas vezes contaminadas. A população mais atingida é aquela que vive em condições precárias de saneamento básico”, explica a diretora de Epidemiologia da secretaria, Juliane Oliveira.

A vacina será oferecida em dose única e a proteção é permanente. Com a inclusão desta vacina, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer 14 vacinas e todas as imunizações recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “É fundamental que os pais levem a carteirinha de vacinação da criança. Se alguma imunização estiver desatualizada, ela poderá ser colocada em dia”, ressalta Juliane.

Hepatite

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta uma queda na ocorrência de hepatite A desde 2006. Nos últimos sete anos foram registrados cerca de 151 mil casos da infecção no País. Em Curitiba, nesse período foram 346 casos. “O baixo índice em Curitiba decorre das condições de saneamento, em geral boas na capital”, diz Juliane. A expectativa do Ministério é que haverá redução de 64% nos casos de hepatite A com a inserção da vacina no calendário vacinal.