Da redação com assessoria 

O cigarro é considerado mais viciantes do que outras drogas ilícitas. Essa é a afirmação do professor do curso de Psicologia da FAE Centro Universitário, Ivan Grosso. “A nicotina é uma das substâncias que mais vicia e age muito rápido no cérebro, gerando, em pouco tempo, a abstinência. Além desse fato, o cigarro é socialmente aceito e pode ser consumido em qualquer local”, explica.

Esse fato se torna ainda mais preocupante a partir do resultado da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, que registrou que 20,2% dos curitibanos adultos fumam – número acima da média nacional, que é 14,8%. A capital paranaense fica atrás apenas de Porto Alegre (RS). Para Gross, esse dado se explica pelo fato de que Curitiba é uma cidade com grande número de estudantes. “Deste modo, eles fumam mais por ser socialmente favorável e também para diminuir o stress de provas e vestibular, por exemplo, pois a nicotina gera uma substância que produz um estado de tranquilidade”, afirma.

Combate

Para combater o vício, o psicólogo cita que, atualmente, existem inúmeras opções de tratamento, como remédios e adesivos, já que a dependência do cigarro é mais física do que psicológica. Quando esses recursos não são suficientes, o vício mostra ser mais psicológico.

Gross defende que ações de conscientização e combate ao tabaco contribuem na diminuição de fumantes. “A conscientização é melhor do que uma eventual proibição do uso do tabaco, pois o indivíduo lembra que é possível frear o vício e sai da acomodação”, completa.