Redação com assessoria

A incidência de câncer de tireoide, especialmente nas formas mais comuns (papilífero e folicular, conhecidos também como carcinomas bem diferenciados) tem aumentado nos últimos anos. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são projetados para 2013 mais de 10 mil novos casos de câncer de tireoide. A doença atinge cinco vezes mais mulheres do que homens, sendo o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres. A cada 100 mil mulheres, aproximadamente 18 desenvolvem o problema. Nos homens, este número cai para quatro.

Ao contrário do que muitos pensam, é preciso prestar muita atenção quando se encontra um nódulo na tireoide. Embora sejam comuns e, em sua maioria, benignos, alguns nódulos podem evoluir para o câncer.

“Não é uma doença simples, é uma doença curável. Cerca de 95% dos casos de câncer na tireoide são curáveis, pois a evolução da doença costuma ser lenta”, explica o Dr. Gilberto de Castro Junior, Médico Oncologista Clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e do Hospital Sírio Libanês. O tratamento do câncer da tireoide é sempre cirúrgico. Nos casos de carcinomas bem diferenciados, tumores malignos cujas células têm aparência mais próxima do tecido normal, o tratamento depende da avaliação médica e fatores de risco, que indicarão a extensão da cirurgia e a necessidade de terapias com iodo radioativo. Alguns casos, no entanto, podem apresentar lesões à distância, conhecidas como metástases, e que podem se tornar resistentes ao tratamento com iodo, é o chamado câncer de tireoide bem diferenciado refratário a iodo radioativo.

]Neste estágio, a doença está muito avançada e se torna mais difícil de tratar, sendo associada a uma taxa de sobrevida menor. O tratamento com iodo já não funciona e a quimioterapia convencional também não surte efeitos. Para estes casos, foram apresentados no congresso da American Society of Clinical Oncology, ASCO 2013, em Chicago, os resultados do Estudo Fase III de Nexavar® (tosilato de sorafenibe), da Bayer HealthCare Pharmaceuticals em parceria com a Onyx Pharmaceuticals Inc, que atingiu o objetivo primário de melhorar significativamente a sobrevida livre de progressão. Em comparação com placebo, o uso de Nexavar® apresentou redução de 41% no risco de progressão ou morte dos pacientes em comparação às pessoas tratadas com placebo. A média se sobrevida foi de 10,8 meses em pacientes tratados com sorafenibe em comparação aos 5,8 meses nos que receberam o placebo.

“Tratamentos que possam fornecer qualidade e sobrevida ao paciente que possui a doença em estágio avançado, se tornam cada vez mais importantes, especialmente num cenário onde, até o momento, não há opções terapêuticas com eficácia bem estabelecida”, completa o Dr. Gilberto

Entre os principais sintomas de câncer na tireoide estão nódulo no pescoço, às vezes crescendo rapidamente; alterações na voz, dificuldade para engolir e tosse constante. A Bayer pretende utilizar dados do Estudo Fase III – DECISION como base para regulamentação e indicação de sorafenibe no tratamento decâncer de tireoide bem diferenciado refratário a iodo radioativo.