Por Marina Sequinel

Até 40% dos usuários das Unidades de Pronto Atendimento de Curitiba (UPAs) são da região metropolitana, segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde. A pesquisa revelou, ainda, que 85% dos pacientes residentes de outros municípios chegam às UPAs com queixas que não são consideradas emergenciais – para as quais o local de atendimento recomendado é a unidade básica de saúde.

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(Foto: Luiz Costa/SMCS)

Cerca de 30% dos pacientes de fora que usam as unidades da capital são de Colombo. Almirante Tamandaré está em segundo lugar, seguido de Pinhais. “Existe, assim, uma sobrecarga na parte de assistência e de recursos das UPAs. Em alguns locais, há picos que afetam o tempo de espera dos pacientes, o que impede um atendimento de melhor qualidade”, disse o secretário de saúde, Cesar Titton, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B desta terça-feira (27).

De acordo com o levantamento, o gasto mensal médio da prefeitura com os usuários de outras regiões é de R$ 1,5 milhão – valor suficiente para manter uma UPA durante um mês. “Nós não recebemos nenhum custo adicional para atender essas pessoas, o que cria uma situação de difícil sustentabilidade”, completou o secretário.

Para ele, uma forma de amenizar esse quadro é promover um diálogo para trabalhar na melhoria das estruturas de saúde em toda a região metropolitana. “Não vamos deixar de atender quem chega às nossas unidades, mas é importante lembrar que, para constituir a rede de urgência e emergência, existem responsabilidades das três esferas de governo – municipal, estadual e federal –, principalmente na reformulação da política e na construção de uma articulação regional efetiva”, concluiu.