Da SMCS

Mais de 107 mil pessoas receberam a vacina contra a gripe em Curitiba apenas nos primeiros cinco dias da Campanha Nacional de Vacinação. Isso equivale a 28,4% da meta, que na cidade é vacinar pelo menos 310 mil pessoas dos grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela gripe – o equivalente a 80% entre idosos, gestantes, puérperas e crianças.

A população tem até o dia 9 de maio para receber a vacina em qualquer uma das 109 unidades básicas de saúde da capital.

vacinacao-curitiba-280414-bandab

(Foto: Maurilio Cheli/ SMCS)

De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo este ano prevê a vacinação de pessoas portadoras de doenças crônicas, crianças de seis meses e menores de 5 anos – até 4 anos, 11 meses e 29 dias –, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério), profissionais de saúde, indígenas e pessoas privadas de liberdade.

As mulheres em puerpério (que tiveram filhos num prazo de 45 dias) fazem parte do público que aderiu mais rapidamente à vacinação e já atingiram 43,2% da meta, de acordo com os dados da Secretaria Municipal da Saúde. As pessoas com mais de 60 anos vêm em segundo lugar na procura, com 35,4% da meta atingida.

Imunização

A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria, Juliane Oliveira, destaca a importância da imunização entre gestantes e crianças, lembrando que são dois grupos nos quais a capacidade de defesa do organismo é limitada. “As crianças ainda não têm o seu sistema imunológico completamente formado e, por isso, a vacina é fundamental para fortalecer o organismo. As gestantes também devem tomar a vacina porque estão em uma fase de grandes alterações metabólicas e, além disso, têm a capacidade respiratória comprometida devido às alterações no corpo – como a dilatação do abdômen – o que reduz as chances de se proteger de um quadro de gripe e a possibilidade de complicações respiratórias é muito maior”, argumenta.

Segurança

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Juliane explica que a campanha de vacinação acontece no período que antecede o inverno porque a criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. Segundo ela, as reações à vacina são raras, mas é contraindicada a pessoas com alergia ao ovo de galinha e seus derivados.

A diretora lembra que a vacinação contra gripe é uma importante ação de prevenção da gripe, mas não dispensa medidas básicas de proteção. “São medidas simples, como fazer a assepsia frequente das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar e procurar manter os ambientes ventilados”, orienta.