Por Felipe Ribeiro

Candidata pelo PSol à Prefeitura de Curitiba, Xênia Mello foi a segunda convidada do radialista Geovane Barreiro em série de entrevista com os postulantes ao pleito de outubro. Entre os assuntos abordados, ela defendeu uma maior atuação da mulher na política e uma participação popular ativa para a gestão. Nascida na Vila Itatiaia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ela afirmou que o prefeito precisa conhecer os problemas da periferia e também dos serviços públicos.

Foto: Banda BFoto: Banda B

Confira trechos da entrevista:

Participação Popular

Questionada sobre o motivo pelo qual decidiu ser candidata, Xênia afirmou que não percebe pessoas sendo reconhecidas na política e afirmou que busca uma participação popular ativa para que uma gestão não venha a se perder. “A cidade é gerida por quem não conhece a cidade. Eu acredito em encantamento com a política e é possível não se perder no processo quando a gestão é um convite à participação popular. Ter um conselho da saúde, ter um conselho da educação, ter um conselho da mulher. O que faz o político se perder é o conchavo de gabinete, com empreiteiras e máfias, que não possuem uma relação direta com a população”.

Redes Sociais

Declaradamente feminista, Xênia disse ver as redes sociais como fonte de informação e participação e que as páginas oficiais devem enfrentar preconceitos. “Acredito que uma página de prefeitura não pode apenas maquiar dados e ser de humor. Ela deve ser uma página principalmente de respeito à população. Uma página pode enfrentar o preconceito, pode fazer campanhas educacionais que enfrente a discriminação contra negros, moradores de rua e a população LGBT”.

População de rua e moradia

Tema recorrente, muito se questiona sobre os moradores de rua em Curitiba. Para a candidata do PSol, é preciso se lutar em duas frentes, sendo uma delas a moradia popular. “A população de rua tem aumentado pelo custo do transporte e ausência de uma política efetiva de moradia digna. Temos o compromisso de fazer a regulamentação fundiária e a implementação do aluguel social. O atendimento para essa população de rua precisa ser humanizado e respeitoso. Não pode ser carregado de discriminação, de um tratamento policialesco e autoritário”.

Transporte Coletivo

Por fim, Xênia falou ainda sobre transporte coletivo e afirmou que a prioridade é enfrentar o que chama de ‘máfia do transporte’. “Tivemos a melhor oportunidade para isso na última gestão, com CPI na Câmara e posicionamento do Tribunal de Contas. A gente precisa investir em linhas de transporte na periferia. Hoje as pessoas usam o carro pela má qualidade do ônibus. É preciso garantir a redução da tarifa, a integração e implantar o bilhete único temporal, que garante poder pegar outro ônibus e facilita o deslocamento das pessoas”.

Confira a entrevista completa no player abaixo:

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