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Vice-prefeito de Mandirituba, Ataíde Alves Moro

O clima na prefeitura de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, não é nada amistoso. Quem garante que por lá ninguém se entende é o atual vice-prefeito, Ataíde Alves Moro (PTB). Em entrevista à Banda B, Moro afirmou que desde o dia da eleição, há um ano e oito meses, nunca recebeu sequer um telefonema do prefeito Onildo Gelatti (PTB) e sequer é recebido por ele.

“Sou um vice zero à esquerda. Ninguém me passa nada, não sei de nada, eles (o prefeito) me isolaram. Tínhamos um plano de governo e foi tudo para trás depois que ganhamos as eleições. E quem ganho aqui foi eu e o Cartário (ex-prefeito Geraldo Cartário) e o prefeito Gelatti mandou ele embora e me isolou”, afirma Moro.

Nas eleições em outubro de 2012, a população de Mandirituba, com 26 mil habitantes, viu o principal candidato ao cargo de prefeito, o ex-deputado estadual e ex-prefeito Geraldo Cartário (PTB), renunciar próximo ao pleito em razão de problemas para que a Justiça Eleitoral deferisse sua candidatura. Cartário apoiou Gelatti e Moro. Os petebistas venceram a eleição e, segundo o vice-prefeito, tanto Cartário quanto ele foram afastados do governo pelo prefeito eleito.

“Faz um ano e oito meses que o atual prefeito sequer me dá um telefonema. Nunca me convidou pra nada. De vez em quando vou lá na prefeitura, mas não consigo fazer nada. Na campanha, no nosso plano de governo, havia o projeto de construir uma sub-prefeitura no Distrito de Areia Branca e eu seria o prefeito lá, mas nada foi cumprido”, revela.

Moro diz que a população sabe o que ele vem enfrentando e que está de mãos atadas diante de inúmeros problemas que a cidade enfrenta. “Temos problemas sérios de segurança e de falta de pavimentação em várias ruas. O distrito de Areia Branca está abandonado, casos mais graves de saúde não podem ser atendidos aqui e faltam empregos para a população, mas todos sabem da minha situação e sozinho não consigo fazer muita coisa”, revela.

O vice Ataíde Moro é bastante conhecido na região. Pai de 22 filhos adotivos, divide com a esposa Zeni um grande trabalho social entre a população mais carente. “Minha casa está sempre cheia. Nunca estamos só”, completa.

Outro lado

A Banda B entrou em contato com a assessoria do prefeito Gellati e aguarda retorno sobre a manifestação em relação a entrevista do vice-prefeito.