Divulgação CMC

Com a aprovação unânime da Câmara de Curitiba, as novas placas de rua terão a biografia da pessoa que nomeia o logradouro. O projeto de lei é de Cristiano Santos (PV) e de Helio Wirbiski (PPS), altera a lei que regula o assunto e foi aprovado nesta terça-feira (5). “Os homenageados dedicaram suas vidas a uma causa, ao trabalho, logo é justo que seus feitos sejam conhecidos”, defendem os parlamentares.

De acordo com Wirbinski, é uma iniciativa que vem ao encontro do que o turismo da cidade precisa. “O Rio de Janeiro já tem um projeto parecido e, por sugestão do Professor Silberto (PMDB), acrescentamos a tecnologia do QR Code”.

“Com esse aplicativo gratuito que a cidade vai desenvolver, não só o reconhecimento dos nomes das ruas, mas também alertas no celular de quem passa perto de um lugar de interesse, como o Museu Oscar Niemeyer, serão possíveis. Quando passar na frente, o celular avisa o que é, quem foi, do que se trata. Vai servir para identificar praças, museus, todos locais históricos, puxando o turismo e o desenvolvimento”, opinou Helio Wirbiski. “A prefeitura pediu um prazo de 90 dias e acrescentamos na lei. Quem vai pagar? Já está pago, pois a licitação está sendo feita. Não trará custo a mais para o cidadão”, reforçou.

“Desde 2013 a gente tenta encaminhar esse projeto”, lembrou Cristiano Santos, “que tem caráter informativo e educativo, pois os turistas merecem saber quem foram as pessoas homenageadas”. “Vai servir como forma de pesquisa para os alunos, para os professores nas escolas desenvolverem exercícios”, acrescentou Professor Silberto.

Com pareceres positivos das comissões de Legislação e de Educação, o projeto sofreu duas alterações enquanto tramitava pela Câmara Municipal. Originalmente a medida protocolada por Santos e Wirbiski obrigava a inclusão da trajetória de vida dos homenageados nas placas de ruas, avenidas, alamedas e travessas. Depois uma emenda limitou a exigência às novas placas e outra autorizou o uso de códigos QR no cumprimento da norma.

O código QR é uma releitura bidimensional do código de barras, presente em todos os produtos comercializados em grandes redes de mercado. Um telefone celular, com câmera fotográfica acoplada, captaria a imagem e um aplicativo decodificaria a mensagem, podendo revelar uma frase ou um link para a internet. “É uma tecnologia gratuita para o usuário, bastante inovadora. Segundo a prefeitura, algumas estações de sustentabilidade já usam o código QR, logo a ideia é ampliar”, defendem os vereadores.