Da Redação com CMC

O debate do ônibus exclusivo terminou nesta segunda-feira (18) com a rejeição do projeto por 22 a 7, mas uma das declarações chamou a atenção na sessão. Contrária a proposta, a vereadora Julieta Reis (DEM) defendeu que os assediadores dos ônibus sejam jogados para fora dele pelas próprias vítimas e com o veículo em movimento.

julietareisJulieta Reis (Foto: Andressa Katriny)

“Nós, mulheres, temos que aprender a nos defender. E homem sem-vergonha merece ser jogado para fora do ônibus, com ele em movimento. Pessoas, como essas mostradas nas reportagens, têm quer ser punidas. Não são todos os homens e a maioria até defende pessoas em situação de risco ou desrespeito, logo não podemos generalizar”, disse a vereadora.

Ao se posicionar contra a proposta, Julieta disse considerar que o projeto geraria confusão na rede de transporte. “Já existem poucos ônibus. Não dá para tirar 20% da frota, tem é que por 20% a mais de ônibus circulando. O projeto veda que mulheres entrem nos ônibus exclusivos com seus filhos adolescentes, mas como faríamos com um casal de idosos? Chamaríamos a polícia”, questionou a parlamentar.

Panterão

A proposta de lei do ‘Panterão cor-de-rosa’ foi rejeitada pela maioria dos vereadores na sessão da manhã desta segunda-feira (17). O projeto de lei de autoria do vereador Rogério Campos (PSC), que tentou convencer os vereadores mostrando reportagens de abusos que aconteceram dentro de ônibus em Curitiba e também levou a público uma pesquisa com 1,3 mil mulheres, as quais, segundo ele, 1,2 mil seriam a favor do ‘Panterão’. O vereador também chegou a citar que a medida seria tomada para evitar o que aconteceu no Rio de Janeiro, quando uma mulher foi estuprada dentro de um ônibus.

A argumentação de Campos não convenceu a maioria dos vereadores Professora Josete (PT), contrária ao projeto, afirmou que a sociedade é machista e “segregar não seria a solução”. O vereador Tico Kuzma (PROS) ponderou que guardas a paisana poderiam evitar este tipo de abuso, mas que a discussão é interessante.

A sessão na câmera esteve lotada durante a manhã de hoje, com pessoas contrárias e favoráveis acompanhando a votação. Por conta da rejeição, o projeto de lei deverá ser arquivado.

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