(Imagem ilustrativa/Cesar Brustolin-SMCS)

 

O vereador Bruno Pessuti (PSD) vai sugerir, no início dos trabalhos na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), a criação de um convênio entre a prefeitura e o governo do Paraná, para que presos do sistema penitenciário possam trabalhar na roçada de mato e limpeza de placas na capital.

A ideia, de acordo com ele, é usar mão de obra gratuita para os pequenos serviços de manutenção, com o objetivo de ocupar a mente dos detentos e promover economia para os cofres públicos. “Em contato com a Secretaria de Trânsito sobre as placas da cidade, que estão muito sujas, com limo e mofo, perguntamos se era possível fazer uma limpeza e a prefeitura informou que essa medida não estava prevista no contrato”, explicou Pessuti em entrevista à Banda B.

Proposta é do vereador Bruno Pessuti. (Foto: Chico Camargo/CMC)

Diante da negativa, o vereador sugeriu, então, que os presos de bom comportamento trabalhassem na roçada do mato e na limpeza das placas de sinalização. “Nós deixaríamos de gastar milhares de reais em serviço terceirizado, recursos que podem ser direcionados para a educação, saúde e até mesmo segurança”, completou.

Como cada preso tem um custo de aproximadamente R$ 3 mil por mês, não haverá pagamento em dinheiro, mas sim redução de pena. “A cada três dias trabalhados, o detento ganha um de redução de pena. Isso só vale para aqueles de bom comportamento. Os que não se encaixam nesse perfil devem ficar o mais longe possível da sociedade”.

Segundo o vereador, a atuação dos detentos deverá ser vigiada de perto por agentes de segurança. “Nós ainda não sabemos se será a Guarda Municipal, Polícia Militar ou o próprio serviço penitenciário. Se a prefeitura acatar o convênio, aí sim haverá a determinação de quem fará a vigilância… Até agora, a ideia foi bem recebida pela população, já que assim os presos deixarão de ficar desocupados, apenas custando para o governo sem uma contrapartida, e ajudarão a deixar a cidade mais limpa. Quanto mais eles pensarem no trabalho, melhor é para a sociedade”, finalizou.

A proposta de Pessuti será levada a plenário no início dos trabalhos na Câmara Municipal em fevereiro. Caso o projeto seja aprovado, deverá seguir para a prefeitura para a firmação do convênio com o governo estadual.