Por Chico Marés, da Gazeta do Povo

O vereador Professor Galdino (PSDB) é acusado de ter simulado uma agressão durante a sessão de ontem da Câmara de Curitiba. Ele teria se atirado no chão após uma discussão com Felipe Braga Côrtes (PSDB), próximo da tribuna da Casa. Galdino nega que tenha simulado e disse que foi empurrado pelo colega. No entanto, outros vereadores presentes afirmaram se tratar de uma simulação.

O motivo da briga entre os dois vereadores é a liderança do PSDB na Casa. Um acordo realizado no fim do ano passado instituiu um rodízio entre os quatro parlamentares do partido, pelo qual cada um seria líder por um ano. O primeiro ano ficou com Galdino.

Segundo o vereador Serginho do Posto (PSDB), ele, Côrtes e Beto Morais (PSDB) estavam insatisfeitos com o desempenho de Galdino no cargo. Os três vereadores apresentaram na semana passada um requerimento retirando a liderança de Galdino e indicando Côrtes para a função. “Não é nada pessoal. Um líder deve representar o partido, munir os colegas de informações, são muitas atribuições. E ele [Galdino] não estava exercendo o cargo a contento”, afirmou Serginho.

Na sessão de ontem, Côrtes e Galdino se dirigiram à tribuna no horário da liderança do PSDB. Côrtes encostou a mão no ombro de Galdino e disse que o horário era seu. Galdino, ao ser tocado, teria se jogado no chão. A versão foi confirmada por todos os presentes no plenário consultados pela reportagem.

Galdino garantiu que foi empurrado e que sua assessoria filmou a cena. O tucano diz estar sendo boicotado pelos colegas de partido, que têm “ofendido seus eleitores”. Ele acusa, também, funcionários da Casa de tentarem confiscar as câmeras de seus funcionários.

Já Côrtes acredita que a simulação foi premeditada, visto que os funcionários de Galdino estavam preparados para filmar a cena antes de ela acontecer. Ele nega qualquer perseguição ou boicote ao colega.