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Visista de vereadores à Urbs /Foto: Jaelson Lucas/SMCS

Redação com SMCS

A Urbs está estudando a licitação do transporte coletivo de Curitiba para encontrar uma forma de conseguir o código-fonte do programa de bilhetagem eletrônica que foi implantado na Rede Integrada de Transporte da capital. O sistema foi desenvolvido pela empresa Dataprom através de contrato firmado com o Instituto Curitiba de Informática (ICI) em 2009 e que se encerra no próximo dia 19 de setembro. Em 2009, a Dataprom recebeu R$ 32 milhões para desenvolver o sistema, incluindo a compra de catracas e validadores. Agora, a empresa já teria informado que entregaria o código-fonte da bilhetagem por R$ 4 milhões. Por sua vez, a Urbs tenta conseguir o código sem gastos adicionais.

A informação de que o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior, , está tentando conseguir o código-fonte da bilhetagem foi prestada aos vereadores da CPI do Transporte Coletivo que estiveram na autarquia para esclarecer dúvidas e conhecer o funcionamento de diferentes setores da empresa. Gregório explicou aos vereadores que a licitação poderá ser iniciada assim que a Urbs disponha do chamado código fonte, que está em negociação junto ao ICI e à Dataprom.

“Estou bastante otimista com o andamento das negociações, tenho plena convicção de que estamos no rumo certo do entendimento”, disse Gregório. Sem o código fonte, a manutenção do sistema fica restrita à empresa responsável por seu desenvolvimento, no caso, a Dataprom. “Está tudo muito bem encaminhado para que cheguemos a um bom termo e tenhamos logo esta solução”, afirmou.

O vereador Tiago Gevert, que passou a integrar a CPI, elogiou o presidente da Urbs pela decisão. “Aproveito para parabenizar a Urbs pela disponibilidade e abertura das informações”, disse Gevert.

Além de agradar aos vereadores, a explicação dada pelo presidente da Urbs acabou com especulações sobre renovação do contrato do Sistema de Bilhetagem Eletrônica feito em gestões passadas com o ICI ou a própria Dataprom. Ele explicou que a Urbs não tem contrato com a Dataprom e que com o ICI é um contrato com escopo – que tem objetivo e prazo definidos. O contrato com o ICI previa que o SBE deveria estar pronto até o próximo dia 19 de setembro, o que, para fins de encerramento contratual, está sendo devidamente avaliado.

O que precisa ser feito na sequência, explicou Gregório, é a manutenção do sistema , especialmente porque é necessário amortizar os vultosos investimentos em tecnologia que foram efetivados. “E nós desejamos abrir licitação para essa manutenção, abrindo mercado e estabelecendo concorrência e isso depende da disponibilidade do código fonte”.

Além da manutenção, a Urbs poderá, com o código fonte, promover aprimoramentos e acompanhar os avanços tecnológicos. É o caso, por exemplo, de alterações que permitam ao sistema reconhecer dias da semana, o que possibilitaria o pagamento da domingueira em valor diferenciado também no cartão. Outra possibilidade é estabelecer horários com valores diferenciados, com tarifa menor, buscando amenizar a demanda nos horários de pico.

Bilhetagem Eletrônica

O Sistema de Bilhetagem Eletrônica, permite, entre outras funcionalidades, o controle da frota (quantos ônibus estão efetivamente rodando, por exemplo), controle de horários, velocidade desenvolvida, número de passageiros pagantes e isentos, controle do crédito transporte, entrada de recursos da tarifa e pagamento às empresas. O sistema permite, inclusive, saber onde o usuário utilizou o cartão transporte, em que data e horário e em que ônibus, terminal ou estação tubo. Quando um usuário compra créditos transporte, por exemplo, o sistema registra todos os movimentos, como num extrato bancário. Quando o cidadão compra créditos, o extrato vai registrando, um a um, cada crédito utilizado.

As empresas operadoras do transporte coletivo têm acesso a  informações do sistema e sabem, por exemplo, ao mesmo tempo que a Urbs, quantos passageiros passaram na catraca, quantos pagaram em dinheiro, quantos pagaram com o cartão e quantos são isentos.

Esse controle também é feito pelas empresas. Um extrato é emitido três vezes por dia, automaticamente cada vez que o cobrador abre ou encerra uma sessão, o que é feito com o cartão exclusivo do cobrador. Quando ele começa a trabalhar, ele aproxima o cartão no validador para iniciar a catraca. O sistema registra então todas as informações: quem é o cobrador, o horário em que a operação está sendo iniciada, em que ônibus, o número da catraca, etc. Feita essa abertura o sistema já começa a passar as informações ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs e das empresas operadoras do transporte coletivo.

Quando o cobrador termina o expediente, ele faz o acerto de contas na garagem onde o sistema emite um comprovante impresso (encerrante) com o registro de quantos passageiros passaram na catraca, quantos pagaram em dinheiro e quantos são isentos, quantos pagaram em cartão.

O pagamento às empresas só é feito pela Urbs com a conferência dos dados do comprovante da empresas com os dados registrados no CCO que têm que ser rigorosamente iguais. Até hoje, as empresas nunca questionaram esses valores, apurados diariamente.

Equipamentos

A visita da CPI à Urbs também possibilitou desfazer especulações sobre a manutenção dos equipamentos do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, como nobreak, catracas e validadores. A manutenção dos equipamentos é de responsabilidade das empresas operadoras do transporte coletivo e não da Urbs. As concessionárias têm liberdade para escolher seus fornecedores, não somente para a bilhetagem, como também para serviços de manutenção de ônibus, limpeza e outros.