Por Luiz Henrique de Oliveira

As próximas semanas serão decisivas para o PMDB do Paraná decidir qual lado vai apoiar nas eleições para o Governo do Paraná em 2014. De um lado, a turma pró-governador Beto Richa (PSDB), que garante ter 75% do partido a seu favor, do outro lado, a turma de Requião afirma ter 85% de apoio. Com uma percentagem de 160%, alguém está mentindo e, para o analista político e diretor do Instituto Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, um dos times vai perder por W.O., para evitar um vexame.

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Hidalgo participa toda terça e quinta no Jornal da Banda B

“O tom de amizade e brincadeira vai acabar e algumas questões mais sérias devem tomar corpo, podendo ter desistência, porque ninguém quer passar por uma vergonha. Quem perder não pode reclamar, vide o episódio Hermas Brandão há oito anos, quando Requião usou o PSDB para tê-lo como vice em sua chapa, o que não se confirmou por uma decisão dos tucanos em nível nacional”, explicou Hidalgo em entrevista ao Jornal da Banda B 1° Edição nesta terça-feira (29).

Em resumo, ou o PMDB tem um candidato próprio para o governo com o senador Requião, ou apoia Richa na reeleição.

Política nacional

Com relação à política nacional, Hidalgo afirmou que se a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) continuar dessa forma, a volta de Lula é iminente. “Está forte o boato de que o Lula pode ser candidato e até o Partido da República (PR) fez um manifesto por isso. Se tiver nova queda nos indíces de Dilma, o Lula voltará”, opinou.

Por fim, o analista político falou sobre um jantar entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD). “Se o Kassab for vice em uma chapa de Alckmin, o PT perde mais um possível partido aliado, o que poderá afetar os rumos das eleições”, concluiu.