A Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná afastou a cassação do prefeito eleito de Rio Branco do Sul na tarde da última quinta-feira (14). Cezar Gibran Johnsson havia sido cassado após substituir o pai Amauri Cezar Johnsson (PSC), que estava barrado pela Lei da Ficha Limpa, às vésperas da eleição.

Para o relator, Dr. Marcos Roberto Araújo dos Santos, a renúncia de Amauri deveria ter sido realizada num prazo razoável para clara e ampla publicização da população e que há “efetivamente um abuso de direito porque, com a renúncia, às vésperas das eleições, estaria ofendendo princípios democráticos da moralidade e publicidade, fazendo com que haja uma desinformação da população”. Porém, seguiu a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral de que “é perfeitamente possível e não se pode conceber má-fé ou abuso de direito a renúncia na última hora”.

A Coligação “Unidos por Rio Branco” e Valdemar José Castro alegaram que os recorrentes utilizaram indevidamente dos meios de comunicação social pela divulgação, na véspera do pleito eleitoral, através das redes de relacionamento social virtual e de carros de som, de que Amauri continuava a concorrer ao cargo de Prefeito de Rio Branco do Sul, quando, na verdade, já havia renunciado e substituído pelo filho.