Redação 

Após quase acontecer uma tragédia na Assembleia Legislativa na última quinta-feira (12), com o confronto de servidores estaduais e a polícia, o secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa, afirmou em entrevista à Gazeta do Povo que ainda não há dinheiro suficiente no caixa do estado para o pagamento da folha de fevereiro ao funcionalismo. “Estamos juntando dinheiro para pagar o funcionalismo”, afirmou Costa à Gazeta.

O governo sofreu uma grande derrota e, pressionado pela reação violenta dos servidores, a maioria professores em greve, teve que recuar e retirar da pauta os dois projetos com medidas que iriam equilibrar o caixa estadual. Isso, segundo o próprio governador Beto Richa, vai trazer mais dificuldades para honrar tanto os pagamentos a vencer quanto as contas em atraso, como o pagamento do terço de férias dos servidores que não foi feito.

Mauro Ricardo Costa.Foto: Valter PontesSecretário Mauro Ricardo Costa disse que não há dinheiro hoje para toda folha de fevereiro

Na entrevista, o secretário disse que, apesar da dificuldade, será possível reunir o valor necessário para honrar o pagamento da folha, que seria prioridade. Costa afirmou ainda que a situação financeira do Paraná é crítica. Ele lamentou a retirada do projeto e disse que não há razão para arrependimentos. “Basta olhar situação do estado, situação que só tem dinheiro para mal e porcamente pagar a folha. Se não for feito ajuste, vamos nos transformar em grandes gerentes de recursos humano”, disse o secretário.

Já o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), revelou que não pretende mais usar na Casa o regime de comissão geral, o popular “tratoraço”. O mesmo discurso foi adotado pelo líder do governo na Casa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB). “Enquanto for líder do governo, jamais vou apresentar de novo qualquer projeto em regime de comissão geral aqui na Casa”, afirmou, arrependido.

Acampamento

Enquanto isso, alguns servidores permanecem acampados na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia. Eles dizem que vão permanecer em vigília até a solução definitiva das questões que envolvem os servidores. Os professores permanecem em greve e não há previsão de retorno. Uma reunião com o governo e representantes da APP está marcada para a próxima quinta-feira (19), para tentar por fim à paralisação.