Foto: Arquivo ANPr

 

O ex-governador Beto Richa, pré-candidato do PSDB ao Senado, se defendeu nesta quarta-feira (16) das recentes acusações envolvendo o seu nome e supostas fraudes na campanha eleitoral de 2014. Em entrevista à Gazeta do Povo, ele negou quaisquer irregularidades e disse ser vítima de uma onda de “denuncismo”.

“É denuncismo em todo o Brasil e eu acabo sendo vítima disso. Estão querendo colocar todos os políticos em uma vala comum. É um desestímulo aos políticos de bem. Fico indignado de ver o meu nome comparado ao de um criminoso”, disse, ao comentar as declarações do construtor Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor Construtora Valor e principal delator da Quadro Negro.

Em sua delação, Lopes de Souza disse que dinheiro desviado da construção de escolas estaduais abasteceu campanhas de Richa, familiares e de seu grupo político. O ex-governador, porém, disse que jamais ficaria impassível diante de um esquema de corrupção relacionado à educação. “Eu jamais compactuaria com dinheiro desviado de obras, ainda mais de escolas. Eu não sou louco. Ele [Lopes de Souza] diz que ouviu dizer. Eu não conheço esse cidadão nem quero conhecer. É um criminoso”, afirmou.

O tucano também comentou o áudio divulgado pela Revista IstoÉ em que mostra seu ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo, em uma conversa na qual afirma que havia um “compromisso” para que a Odebrecht vencesse a licitação da PR-323, rodovia no Noroeste do estado. Segundo o ex-governador, Deonilson ainda não se explicou sobre a gravação. “Estive com ele e me pediu um tempo para me explicar aquela conversa, as circunstâncias, porque houve. Evidente que não gostei da gravação que ouvi”, garantiu.

Richa ainda rechaçou qualquer suspeita sobre a obra ter sido direcionada ao grupo Odebrecht, mencionando que a licitação dizia respeito a uma Parceria Público-Privada (PPP).

As informações são da Gazeta do Povo. Para ler a reportagem completa, clique aqui.