O governador Beto Richa (PSDB) autorizou um repasse de R$ 4,2 milhões para que 32 municípios das regiões Norte e Oeste do Paraná possam combater a dengue e aproveitou para alfinetar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), nesta quinta-feira (24). De acordo com ele, o governo federal tem investido cada vez menos na área da saúde e as medidas adotadas pela presidente têm trazido diversos prejuízos ao estado. “As últimas medidas do governo federal vão tirar cerca de R$ 1 bilhão do Paraná, seja no setor elétrico, seja da redução de IPI dos automóveis, enfim, e temos cobrado o que é de nosso direito”, disse. Vale lembrar que a ministra-chefe da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, principal braço-direito de Dilma, é cotada para defrontar Richa na próxima eleição ao governo do estado.

Segundo o governador, há dez anos o governo federal, quando o presidente ainda era o psdbista Fernando Henrique Cardoso, era responsável por 70% da saúde pública dos municípios e hoje temos o inverso. “Nós temos acompanhado ano a ano o governo federal investindo cada menos em saúde pública. Há dez anos, o governo federal investia 70% e os municípios e o estado 30%, hoje temos o inverso, municípios e estado investindo 70% e cada vez recebendo menos investimentos”, afirmou.

Combate à dengue

O repasse de R$ 4,2 milhões para faz parte dos R$ 30 milhões do programa VigiaSus (Programa de Qualificação da Vigilância em Saúde) que será lançado no mês que vem por Richa. Equipes da Defesa Civil foram deslocadas para os municípios em situação mais crítica para ajudar na mobilização da população e dar apoio ao trabalho dos agentes comunitários de endemias.

O Paraná tem cinco municípios em situação de epidemia: Paranavaí, Japurá, Peabiru, São Carlos do Ivaí e Fênix. Além destes, vão receber a ajuda financeira os municípios com maior incidência (total de casos confirmados por 100 mil habitantes) e maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti.

O superintendente de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, Sezifredo Paz, explica que no combate à dengue, os municípios poderão usar a antecipação de recursos para a contratação emergencial de agentes de endemias, custeio de despesas com combate ao mosquito e compra de equipamentos de proteção individual (EPI), além da aquisição de testes rápidos para o diagnóstico da doença, entre outras ações. “A situação da dengue no Estado é preocupante, por isso é importante que os municípios apliquem bem este recurso”, disse.