Foto: Agência Senado

 

O senador Roberto Requião divulgou, nesta quarta-feira (16), uma carta em que demonstra a intenção de concorrer à Presidência da República pelo MDB. Em vídeo publicado no Facebook, o parlamentar diz que não concorda com o processo “entreguista” de Michel Temer e informa que fará uma consulta previa aos correligionários sobre a possibilidade de lançar sua candidatura na convenção nacional de julho.

Segundo Requião, o que o move é o espírito da absoluta necessidade de colocar o MDB na trilha de uma mobilização comum. “Este mesmo Governo, com nomes do PMDB, mas sem a alma histórica do MDB, recusa-se a tomar qualquer medida efetiva de combate ao desemprego, confiando nas forças ‘cegas’ do mercado, para revitalizar a economia”, critica.

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é atualmente o mais cotado para disputar o cargo pelo partido, mas Temer ainda não descartou a possibilidade de disputar a reeleição.

Requião lembra da crise na Argentina e critica Temer, afirmando que o governo federal segue o mesmo caminho. “Move-me unicamente o espírito da absoluta necessidade de colocar o PMDB na trilha de uma mobilização comum, para regenerar o País do virtual derretimento das instituições republicanas. Para tanto, estou disposto, desprovido de qualquer ambição pessoal que não o serviço ao povo, a apresentar meu nome à convenção do partido. Não é um ato de aventura”, garante Requião.

Inquérito

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu nesta quarta-feira (16) determinar abertura de inquérito para investigar suposto repasse de R$ 40 milhões em doações eleitorais a políticos do MDB do Senado. As investigações devem envolver os senadores emedebistas Roberto Requião (PR), Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Eduardo Braga (AM), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO), além do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.