Da AEN

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino pediram, na noite de terça-feira (08), apoio da bancada federal paranaense para mudar a proposta de arrendamento apresentada pelo governo federal para o Porto de Paranaguá. Richa Filho solicitou que os parlamentares ajuda para sensibilizar a Casa Civil e o Ministério dos Portos, no sentido de ouvir os setores produtivos do Estado, antes de definir o projeto para o porto paranaense.

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Foto: AEN

Richa Filho considera que o momento é de debater propostas, sem que haja qualquer ação impositiva ao Paraná. “Entendo que Paranaguá foi tratado como os demais portos, quando merecia ter tratamento um pouco diferente, pois foi o primeiro Estado a ter pronto o plano de zoneamento do porto”, disse o secretário.

Atraso

Na avaliação do governo estadual, a proposta do governo federal vai provocar atrasos de alguns anos na modernização do porto e não vai levar em conta as características específicas de Paranaguá. “Criamos as 20 áreas de expansão, encaminhamos para Brasília, conseguimos colocar na lei um dispositivo – outros portos nos ajudaram – podendo ser feita a delegação aos estados. Mas esta possibilidade foi negada ao Estado”, disse.

Para o superintendente do Porto de Paranaguá, Luiz Dividino, é preciso olhar para o histórico do crescimento do Porto e as dificuldades de escoamento da produção. “O Porto de Paranaguá cresceu 300% nos últimos 20 anos, a mesma taxa dos tigres asiáticos. Mas estamos atendendo mal nossos clientes, com muitas dificuldades de escoamento. Pelo nosso corredor de exportação passam 6 milhões de toneladas por ano. O assunto é gravíssimo. Precisamos dar um choque de capacidade. Nosso porto tem que ter condições de escoar”, disse Luiz Dividino.

O superintendente também ressaltou a importância da discussão pública que seguirá ao anúncio. “Cabe a nós darmos nossa contribuição ao processo. O Paraná é um estado maduro para tratar desde tema. Fomos o primeiro a apresentar o plano de arrendamentos, temos plenas condições de buscar aperfeiçoar o que foi apresentado. Nosso trabalho agora será convencer os técnicos que elaboraram esta proposta sobre a importância do Paraná no contexto portuário nacional”, disse Dividino.