Denise Mello e Juliano Cunha

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Manifestantes marcharam pelas ruas de Curitiba (Fotos: Juliano Cunha – Banda B)

Cerca de 600 pessoas participaram na noite desta quarta-feira (26) de um manifesto pedindo a saída do deputado Marco Feliciano (PSC) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. De acordo com os manifestantes, o deputado não pode continuar no cargo pelas supostas falas racistas e homofóbicas. Para o organizador do evento, César Fernandes, as mobilizações devem continuar até que ele seja destituído do cargo. “Esse movimento nas ruas hoje pede a destituição imediata do cargo. Ele não nos representa porque tem posições racistas e homofóbicas e isso vai contra a tudo pelo que a sociedade vem lutar, que é acabar com a discriminação”, disse Fernandes.

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Centenas participaram do movimento

O manifesto teve início na Praça Santos Andrade por volta das 18 horas e seguiu em marcha até a Praça Rui Barbosa, onde foi encerrado. Não houve nenhum registro de violência durante todo o manifesto. A maior parte dos manifestantes era de estudantes, mobilizados por grupos formados em redes sociais e pelo boca a boca. Os jovens ergueram cartazes, bandeiras e criticaram o projeto conhecido como “cura gay”, em tramitação na Câmara dos Deputados, que permite a psicólogos oferecer tratamento a homossexualidade .

“Reunimos aqui um movimento plural que representa mais de 10 entidades como estudantes, profissionais da psicologia, da saúde, entre tantos outros. Além de pedir a saída de Feliciano, também combatemos a aprovação do projeto da ‘cura gay’”, disse Fernandes.

O projeto da chamada “cura gay”, que ainda será votado na Câmara, suspende alguns trechos de resolução do Conselho Federal de Psicologia, entre os quais a sentença “Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

No próximo dia nove, haverá uma reunião para definir as próximas atividades do movimento. Outros protestos estão previstos para os próximos dias.