Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Começou a tramita na Câmara Municipal um projeto que flexibiliza o rodízio de funerárias em Curitiba.  A matéria teve parecer da Comissão de Participação Legislativa, que concordou em fazer vistoria surpresa nas funerárias. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (22), o presidente da Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba (Femoclam), Nilson Pereira, atual legislação atua contra a Constituição Federal, já que veda a livre escolha de escolher o local de compra.

caixãodentroFoto: Reprodução

“Propomos esse projeto com a intenção de solucionar problemas como o de familiares que, ao perder um ente querido, precisam ficar com determinada funerária sem poder negociar o preço. Outra reclamação constante é o mau atendimento”, disse.

Atualmente as funerárias atendem seguindo uma ordem definida por sorteio realizado pela central. O projeto em questão permite aos familiares selecionar diretamente uma empresa, fora do rodízio, que por “pular o sorteio”, seria realocada automaticamente no final da fila.

Segundo Pereira, a Femoclam espera prioridade no andamento do projeto, já que ele reduziria os preços dos serviços funerários. “Esperamos com isso melhorar o serviço”, concluiu.

O tema gerou debates em plenário, pois jornais da capital começaram a relacionar parlamentares às concessionárias e chegou a surgir a ideia de se abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do assunto. “Em vez de realizar uma CPI de imediato, parece oportuno que alguma comissão do Legislativo fiscalize o serviço prestado à população”, argumentou o vereador Tico Kuzma (PROS).

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que não comenta projetos em discussão na Câmara.