Redação com Agência Brasil

O deputado André Vargas (PT-PR) vai renunciar nesta terça-feira (15)  ao mandato parlamentar. A decisão da renúncia foi confirmada pelo assessor de Comunicação da Vice-Presidência da Câmara dos Deputados e amigo de Vargas, Ricardo Weg.

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“Vão me sangrar até quando?”, questionou vargas

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Vargas disse que não tem saída e que tomou a decisão, não por apelo do partido, mas para preservar sua família. “Vão continuar me sangrando até quando?”, disse ele à repórter Natuza Nery.

André Vargas licenciou-se do mandato no último dia 7, por 60 dias, para tratamento de assuntos de interesse particular, e no dia 9 anunciou que renunciaria à vice-presidência da Câmara.

O pedido de licença ocorreu após denúncias do envolvimento do deputado com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. No início do ano, Vargas pediu ao doleiro um jatinho para vajar com a família à Paraíba. No plenário da Câmara, Vargas confirmou o uso da aeronave e disse que pagaria o combustível gasto na viagem. Na ocasião, Vargas disse que desconhecia as atividades de Youssef, embora o conhecesse há muitos anos. O deputado também negou que tivesse intermediado interesses do laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia no Ministério da Saúde.

Na quarta-feira passada (9), o Conselho de Ética da Câmara abriu processo de cassação do mandato do deputado por quebra de decoro parlamentar. Vargas ficará inelegível até 2023, com base na Lei da Ficha Limpa, porque a renúncia acontece depois do início do processo.

Quem vai assumir a vaga de Vargas será Marcelo Almeida, suplente de deputado federal pelo PMDB.