da coluna de Aroldo Murá

Quinta-feira, dia 3, no primeiro horário da tarde, depois do almoço, o chamado Pleno do Tribunal de Justiça do Paraná já estará reunido, com a presença (espera-se) de todos os seus 119 votantes. Com a morte subida do desembargador Lopes Cortes, uma das melhores reservas morais do TJPR, a corte ficou reduzida a esse número.

A sessão terá uma única finalidade, ansiosamente aguardada pelo reduzido colégio eleitoral, por um sem número de advogados paranaenses, por funcionários da Justiça e mundo político – a eleição do novo presidente, aquele que substituirá o desembargador Clayton Camargo. Os trabalhos serão presididos pelo presidente interino, Paulo Roberto Vasconcellos, que era vice de Clayton até esse demitir-se do cargo.

Ontem, não foram poucos os amigos de Clayton Camargo que tentaram contato com ele. A informação é de que estaria na sua residência, em total reclusão, sem receber visitas e/ou atender a telefonemas. Dia 8 deste mês, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá  pronunciar–se sobre processo a que responde Clayton naquele colegiado.

Nesta segunda-feira, ao final da tarde, quando esta coluna foi encerrada, o panorama era

mais ou menos o mesmo daquele do final de semana: continuavam candidatos – segundo avaliações de alguns desembargadores feitas à coluna -, Antenor Demeterco Junior, o único que fez declaração pública de candidatura, tendo mandado, na última quinta, correspondência a seus pares, informando sua decisão e colocando seus 43 anos de magistratura ao julgamento dos colegas; Sérgio Arenhardt; Guilherme Gomes, magistrado tido como de um tipo conciliador, e que na última eleição teve igual número de votos como os dados a Clayton (Camargo acabou eleito por ser mais velho); os dois novos nomes que surgiram foram os de Robson Cury e Tomás Pessoa Filho.

Ontem os telefones do TJ, os dos ramais e os celulares dos desembargadores, passaram em intensa e constante conexão. Os candidatos – alguns dos quais já fizeram visitas a gabinetes de seus colegas, em busca de votos – ampliavam a interlocução por fone, expondo suas  plataformas’.