O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Almirante Tamandaré, Amauri Lovato (PSC), falou em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (6) sobre a votação na Casa que barrou uma brecha na Lei da Ficha Limpa. Segundo o parlamentar, a pressão popular foi fundamental para que os condenados por crime de abuso de poder administrativo não possam conseguir um cargo comissionado na prefeitura do município da região metropolitana.

“Como bem disse um vereador durante a votação de ontem: ‘Vou recuar sempre que necessário, porque não tenho compromisso com o erro’. A população não entendeu a proposta de brecha, se revoltou e cobrou, porque para eles ficha suja é ficha suja, independente do crime que tenham cometido”, iniciou o vereador.

Para Lovato, a população entendeu que a brecha seria um retrocesso. “Nossa intenção não era prejudicar ou extinguir a lei, era apenas uma brecha para determinado crime. No ponto popular, isto seria um retrocesso e por isto nesta segunda votação decidimos por barrar a mudança na Lei da Ficha Limpa”, salientou.

Apesar de a possível mudança beneficiar, por exemplo, o ex-prefeito Cezar Manfron (PDT), o vereador negou pressão política. “A lei ia beneficiar ele, mas posso garantir que não houve pressão. Parabenizo o chefe do executivo que nos deu a liberdade para se posicionar da maneiras mais correta”, disse.

Quando questionado pela reportagem se a queda da brecha alterou o placar da partida política em Almirante Tamandaré para: População 1 X 0 Fichas Sujas, o presidente da Câmara foi curto e grosso. “Afirmativo. Podemos dizer sim”, concluiu.