O governador do Paraná, Beto Richa, e o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, assinaram no começo da tarde desta segunda-feira (14) um termo de cooperação técnica para levar ações de desenvolvimento e cidadania às regiões onde estão instaladas as Unidades Paraná Seguro (UPS). Eles afirmaram que quando se trata de Segurança Pública, não pode haver represálias políticas entre nomes ou grupos.

Juliano Cunha – Banda B

Segundo Richa, por parte do governo do Estado não há nenhum tipo de retaliação a nenhum município do Paraná, independente de grupo político que o prefeito pertença. “Eu sofri perseguição política e pessoal enquanto era prefeito da capital e isso não pode acontecer em hipótese alguma, já que é sempre a população que sofre com isso. Meu dever é governar indistintamente a todo paranaense”, afirmou.

Fruet compartilhou da opinião de Richa. Para ele, a prefeitura e o governo devem realizar várias outras parcerias durante esse ano. “A Segurança Pública não pode depender da relação pessoal entre governantes, já que a população pode ser prejudicada com isso. Temos ainda outras parcerias com o Governo do Estado, como a renovação do subsídio, que são importantíssimas para a nossa cidade”, garantiu.

Termo de Cooperação

O termo assinado hoje pretende colocar em execução o “Plano de Ações Integradas de Desenvolvimento e Cidadania nas UPS”, sob coordenação da Vice-Governadoria e da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, encarregada de articular as ações no âmbito do Governo do Paraná envolvendo todas as secretarias de Estado.

Segundo o prefeito Gustavo Fruet, não se enfrenta a violência de maneira isolada, então essa parceria é necessária para se combater a criminalidade. “Na campanha eu sempre destaquei que eu não sou candidato a xerife da cidade, é por isso que estou unificando ações das secretarias para melhorar o atendimento e a prevenção. Então a integração com o governo do estado é importantíssima para desenvolvermos as ações”, concluiu.

De acordo com o governador, a intenção do termo é a de aumentar ainda mais a segurança, principalmente nos focos de maior risco. “O primeiro passo foi à implementação da UPS, no qual devolvemos o território às famílias de bem. O segundo passo é levar desenvolvimento e cidadania a essas pessoas, então o termo de com certeza irá contribuir para reduzir a criminalidade”, disse.

Richa ainda comentou os planos de ação realizados durante o seu governo para melhorar a segurança e se mostrou satisfeito com os resultados da UPS. “Herdamos o estado com menor efetivo policial per capita do Brasil, isso chega a ser vergonhoso. Hoje, em termos práticos a população já se sente segura com a presença dos policiais”, concluiu.