Osmar Dias – Foto: rede social Facebook

O ex-senador Osmar Dias (PDT) não descarta a possibilidade de deixar o partido e escolher outro para disputar o Governo do Paraná, em outubro. A conversa para ele permanecer na sigla até que foi encaminhada durante a vinda a Curitiba do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, no último dia 11, mas arestas ainda precisam ser aparadas.

“Tive esta conversa com o Lupi e deixei claro que preciso ter liberdade para apoiar o meu irmão, Álvaro, que vai disputar a Presidência da República. Foi dito que no momento há essa possibilidade, mas precisamos conversar mais. Família está acima de tudo e imagino que todos pensem que aquele que não apoia o irmão não tem caráter e eu tenho”, disse Osmar em entrevista à Banda B, nesta quarta-feira (24).

O ex-senador deixou claro que está conversando com vários partidos como o PSDB, o PMDB (ala do Paraná) e inclusive o PSD, apesar de em novembro o presidente estadual Severino Araújo ter divulgado nota de que já não havia mais unanimidade dentro do partido para Osmar, diante da demora em obter um sinal positivo de transferência. Há a informação, não confirmada oficialmente pelo pedetista, de que nos próximos dias ele deve ir a Brasília conversar com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. “Estou conversando com vários partidos, tive vários convites e assim se faz política, conversando. Mas sou da roça e lá sempre somos desconfiados, precavidos. Prefiro adotar esta postura do que me precipitar. Até porque, quando tomo uma decisão, não volto atrás. Até o final de março teremos tudo definido”, afirmou.

 

Redes sociais

Osmar também revelou que acabou sendo convencido por sua equipe da importância de ampliar seu alcance nas redes sociais. Nas últimas semanas, o ex-senador está mais ativo em plataformas como Facebook, Twitter e Instagram. “Confesso que nunca fui adepto às redes sociais, mas fui convencido pela minha equipe de que é fundamental ampliar ainda mais este diálogo para debatermos o nosso futuro, ainda mais em ano de eleição. Este contato direto com a população faz com que a gente possa debater, trocar ideias e assim elaborar melhor nosso plano de governo. Este ano teremos um espaço muito curto, de apenas 45 dias de campanha, e o que pudermos debater antes, melhor”, disse Osmar.