Por José Lázaro Jr, da Folha de Londrina

Luiz Eduardo Cheida (PMDB) irá se reunir com Beto Richa (PSDB) na quinta-feira pela manhã, às 10 horas, para conversar sobre a ida dele para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Esse encontro foi marcado após reunião da bancada do PMDB ontem à noite, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Conforme a conversa evolua, ele já pode ser anunciado no cargo no mesmo dia, quando Beto empossa os deputados federais Reinhold Stephanes (PSD) e Ratinho Júnior (PSC) na Casa Civil e Desenvolvimento Urbano, respectivamente.

Ambos estavam comprometidos com a eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal, vencida na segunda-feira por Henrique Alves (PMDB-RN), e agora podem assumir postos no primeiro escalão do governo. Beto adoraria já empossar Cézar Silvestri (PPS) na Secretaria de Governo, mas o projeto que tira cargos da Casa Civil para a criação dessa pasta chegou ontem na AL e ainda terá que tramitar pelas comissões antes de chegar ao plenário, depois do Carnaval.

Atentos a essas datas, os deputados estaduais do PMDB realizaram três reuniões ontem, inclusive com a presença do ex-governador Orlando Pessuti, para afinar o discurso da bancada. Se a conversa entre Cheida e Beto não encerrar a questão na quinta-feira, o resultado da articulação política seria anunciado só após o carnaval.

Cheida confirmou já ter conversado com o líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), sobre assumir a Sema. Só que o peemedebista esperava uma palavra do próprio Beto a respeito, pois considera que para executar a política ambiental seria necessário ter influência no IAP (Instituto Ambiental do Paraná), no ITCG (Instituto de Terras, Cartografia e Geociências) e no Instituto das Águas. ”Se estiver loteado, não tem comando”, hesita o político de Londrina.

”Se a bancada manter a decisão, e houver estrutura para trabalhar, há possibilidade”, disse Cheida. O Palácio Iguaçu sabe das condições que o político impõe, e já tinha sinalizado ao deputado estadual que pouco poderá ser feito nesse sentido. ”Eu nunca pedi nada”, defende-se Cheida, cuja indicação para o Meio Ambiente já circulava nos bastidores da AL desde novembro do ano passado. A sua confirmação na Sema aplacaria um problema criado pelo ”noivado” do PSDB com o PMDB para a eleição de 2014.

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