Da Redação

(Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)

Manifestantes ligados ao movimento ‘Vem pra Rua’ realizaram, na tarde deste domingo (4), um protesto em Curitiba para pedir a aprovação do texto inicial das 10 Medidas contra a Corrupção e também o fim do foro privilegiado de políticos. Criticando as ‘manobras do Congresso’, principalmente as mudanças no projeto inicial, milhares de pessoas estiveram reunidas em frente à Justiça Federal, no bairro Cabral.

O movimento é nacional e acontece em 200 cidades do país. Na região metropolitana de Curitiba, Campo Largo terá ato começando no mesmo horário, na Praça Getúlio Vargas. Em Curitiba, a Polícia Militar (PM) estimou oito mil pessoas e os organizadores 15 mil.

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Renan Calheiros, Requião e deputados paranaenses que aprovaram as mudanças no pacote anticorrupção são os alvos dos manifestantes (Foto: Banda B)

Vinicius de Mattos é vendedor e foi com a família participar do ato. “Não podemos aceitar o que foi feito. Temos que mostrar que temos mais poder que estes ‘canalhas’. Fiz questão de trazer minha filha de nove anos e minha esposa”, explicou à Banda B.

Já Monica Kobaiashi, do Movimento Laços de Apoio ao Brasil, criticou a manobra feita na calada da noite e em um momento de comoção nacional.

“Enquanto todo mundo chorava a morte de 71 pessoas no trágico acidente da Chapecoense, o congresso não aprovou a vontade do povo. Foi uma rasteira por parte da Câmara Federal”, disse ela, esperando que agora Senado e o presidente Michel Temer (PMDB) não aprovem as mudanças.

Temer foi poupado pelos manifestantes durante o protesto, assim como aconteceu em outras cidades brasileiras.

Pedidos

O principal pedido do grupo é aprovação das 10 Medidas contra a Corrupção, conforme relatório aprovado na Comissão que discutiu o tema por 4 meses; fim do foro privilegiado, dos super salários a agentes públicos e aposentadorias privilegiadas; exigência de celeridade na análise e julgamento dos casos de políticos que estão no Supremo Tribunal Federal; e rejeição ao projeto sobre abuso de autoridade por parte de juízes.