Por Ivan Santos, do Bem Paraná

O Ministério Público decidiu arquivar a investigação que apurava denúncias de superfaturamento na compra de 22 mil aparelhos de televisão da cor laranja pela Secretaria de Estado da Educação no governo Requião. Cinco anos após a abertura da investigação, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba apontou não ter encontrado provas de irregularidades na operação, que custou R$ 18,9 milhões ao Estado, e foi comandada pelo irmão do ex-governador e ex-secretário da Educação, Maurício Requião.

A denúncia foi levantada pelo então líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa e hoje presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni. Em dezembro de 2006, a empresa Cequipel venceu a licitação para fornecer os televisores à Secretaria de Educação, a um custo unitário de R$ 860,00. A compra foi decidida 40 dias após o segundo turno da eleição, na qual Roberto Requião garantiu mais quatro anos de mandato no governo. A Cequipel foi a maior doadora individual da campanha de reeleição de Requião, tendo dado R$ 645 mil ao peemedebista nas eleições daquele ano. Governo e empresa sempre negaram qualquer tipo de irregularidade.

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