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O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki reconsiderou decisão que havia proferido nesta segunda-feira e manteve 11 presos pela PF na Operação Lava Jato que mandara soltar.

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Ministro Teori Zavascki – Foto: Carlos Humberto/STF

Com isso, permanecem presos em Curitiba o doleiro Alberto Youssef e mais dez pessoas. Youssef é acusado de ser o pivô do esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 10 bilhões.

Ontem, Zavascki havia determinado a soltura de todos os suspeitos detidos em março pela PF por entender que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, extrapolou a sua competência ao investigar o deputado André Vargas (sem partido-PR), que tem foro privilegiado. Ao reconsiderar a decisão de manter os suspeitos detidos, Zavascki atende a uma reivindicação de Moro, que informou sobre o risco de fuga dos acusados na Lava-Jato.

Com a nova decisão de Zavascki, apenas o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que conseguiu alvará de soltura na última segunda-feira (19), está nas ruas. O ministro do STF advertiu que Costa não pode se ausentar das cidades onde residem e deve entregar seus passaportes no prazo de 24 horas.

Permanecem presos na PF os doleiros Alberto Youssef, Raul Henrique Srour e Nelma Mitsue Penasso Kodama, além de Carlos Alberto Pereira da Costa (funcionário de Youssef), Carlos Alexandre de Souza Rocha. Nelma Kodama foi presa no aeroporto de Cumbica quando tentava embarcar com 200 mil euros na calcinha.

Em cadeias do Paraná, estão presos o doleiro Carlos Habib Chater, além de Andre Catao de Miranda, Andre Luis Paula dos Santos, Ediel Viana da Silva e Rene Luiz Pereira. Na Espanha, também há uma pessoa presa: Maria de Fátima Stocker. Por fim, o único foragido é Sleiman Nassim el Kobrossy.

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