Da Redação com Folha de S. Paulo

Na corrida ao Palácio do Planalto, a ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB e se unir ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para disputar a eleição presidencial de 2014. 

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(Foto: Alan Marques/Folhapress)

Eles não definiram quem será o cabeça da chapa, mas aliados de Marina admitiram nesta sexta-feira (4), a possibilidade de que ela seja a vice de Campos. Marina hoje aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto e Campos está em quarto.

A decisão foi tomada após quase dois dias de reuniões no grupo de Marina, e cria uma terceira via para 2014 em contraposição à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e ao oposicionista Aécio Neves (PSDB).

Marina decidiu aliar-se ao PSB após a criação da Rede Sustentabilidade ser barrada pela Justiça Eleitoral na quinta-feira (3) por insuficiência na comprovação do apoio popular exigido em lei.

“Essa é uma possibilidade [Marina ser vice na chapa de Eduardo Campos]. A Marina reconhece a candidatura posta do Eduardo Campos e se dispõe, desprendidamente, a ser vice em eventual candidatura. Mas a disposição de ambos é de tratar isso com tranquilidade, sem ansiedade”, afirmou o coordenador-executivo da Rede, Bazileu Margarido.

Segundo ele, pesou para a decisão de Marina de migrar para o partido de Campos “a aderência programática maior com o PSB”.

Em entrevista na sexta-feira, antes do encontro com Campos, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de “quebrar” a polarização política existente no país. Desde 1994, PT e PSDB são os principais antagonistas no cenário político nacional.

Depois do naufrágio no TSE, Marina passou a discutir o convite recebido por oito legendas, tendo centrado seu foco no PSB e no PPS devido a dois fatores: serem duas legendas com integrantes e atuação relativamente similar à da Rede Sustentabilidade e terem já estruturas montadas nacionalmente e nos Estados.