Da Redação

Após informações divulgadas em blogs políticos de que o delegado Rubens Recalcatti (PSD) poderia assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Luiz Carlos Martins divulgou uma nota oficial na tarde desta terça-feira (27) negando que irá deixar o posto para que o suplente assuma. De acordo com Martins,  realmente pessoas ligadas ao delegado o procuraram para verificar a possibilidade de ele ceder o cargo e o deputado admitiu que chegou a avaliar a possibilidade.

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Foto: Pedro Oliveira/Alep

“Nos últimos dias, pessoas ligadas ao delegado Rubens Recalcatti, suplente de deputado estadual no meu partido, o PSD, têm me procurado para pedir que cedesse meu cargo na Assembleia Legislativa por três meses para que ele ocupasse a cadeira de deputado. Em um primeiro momento, cheguei a refletir sobre esta possibilidade, não por questões de saúde, pois estou bem. Cheguei a refletir sobre o afastamento por questões pessoais. Porém, nos dias que seguiram, consegui encaminhar da melhor forma a maioria dessas pendências. Portanto, não tenho motivos hoje para pedir licença do cargo para qual fui eleito, de deputado estadual”, afirmou.

Ainda segundo Martins, em momento algum o delegado Recalcatti o procurou pedindo que solicitasse a licença. “Da mesma forma, ninguém do PSD fez isso. Tanto o delegado quanto o meu partido têm sido muito éticos neste sentido. Tenho compromisso com o povo que me elegeu e de forma alguma poderia trair esta confiança”, concluiu.

Recalcatti deixou a prisão na última semana, onde esteve preso preventivamente no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigado pela morte de uma pessoa em Rio Branco do Sul. Segundo o Gaeco, o delegado, junto com outras oito pessoas, teria participado da execução de Ricardo Geffer, que era suspeito de matar o ex-prefeito de Rio Branco João da Brascal, primo do delegado.