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Líder do prefeito Greca na Câmara, vereador Pier Petruzziello (PTB) – Foto: CMC

Com ânimos acirrados, está marcada para esta terça-feira (20), a votação do pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo prefeito Rafael Greca à Câmara de Curitiba (CMC). Após o adiamento na semana passada, com o prédio da CMC invadido e vereadores impedidos de votar, o líder do prefeito Greca na Câmara, vereador Pier Petruzziello (PTB), disse na manhã desta segunda-feira (19), que não há menor chance do pacote não ser votado amanhã em regime de urgência. “Vamos votar o pacote em regime de urgência nesta terça, com tranquilidade, esperando que os servidores deixem que nós, vereadores, exerçamos nosso direito dentro da democracia que é o voto. Tenho 100% de certeza que o projeto será votado e aprovado amanhã. Não querendo travar uma guerra com os servidores, mas o cidadão não aguenta mais perder seu emprego, sair de madrugada buscar um trabalho e ver os salários dos servidores sendo reajustados. Não podemos governar para os servidores”, afirmou o vereador.

Petruzziello admite, porém, que, além das emendas apresentadas, praticamente nada mudou no pacote que será votado amanhã. “Continuamos abertos a apresentação de emendas, mas até o momento não houve grandes alterações”, admite.

Na última quarta-feira (14), representantes da Prefeitura de Curitiba, de sindicatos, e vereadores não chegaram a um acordo sobre o pacote de ajuste fiscal proposto pelo prefeito Rafael Greca (PMN).  Representantes de dois sindicatos apresentaram sugestões de emendas ao projetos do pacote. Os técnicos da prefeitura se comprometeram a avaliá-las e dar um parecer até a segunda-feira (19), o que ainda não foi feito

Os servidores alegam que não se avançou em nada e devem fazer novo protesto na Câmara nesta terça-feira.

Confusão

Na terça-feira (13), a votação de quatro projetos do plano foi suspensa após a invasão da Câmara por manifestantes contrários às medidas, que incluem a suspensão da data-base do reajuste salarial anual e dos planos de carreira dos servidores, além de aumento na contribuição previdenciária do funcionalismo. Em troca da desocupação, a direção do Legislativo agendou a reunião de quarta na prefeitura, que também terminou sem acordo.

Os sindicalistas voltaram a pedir a retirada do regime de urgência para a votação dos projetos, alegando necessidade de maior discussão das propostas. A prefeitura e representantes da CMC não aceitaram a mudança.

A prefeitura diz que a cidade tem hoje uma dívida de R$ 1,2 bilhão com fornecedores e um déficit de R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2017. Com esse quadro, o pacote de ajuste é colocado como fundamental para equilibrar as finanças.

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