Por Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira

Impedida de visitar duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Curitiba, a vereadora Maria Letícia Fagundes (PV) criticou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) durante sessão plenária nesta terça-feira (28). Ela explicou que agendou visitas nos bairros Boqueirão e Boa Vista, mas que foi informada de que só poderia ir até a UPAs com a presença da superintendente da SMS. A prefeitura nega a situação e fala em “falha de comunicação”.

Foto: Divulgação Câmara

Em entrevista à Banda B, a vereadora disse que recebeu com estranheza a informação de que não poderia visitar as UPAs, o que levou ela a denunciar a situação na tribuna da Câmara. “É de se pensar se um vereador eleito pela população tenha que ficar restrito, não possa visitar as unidades de saúde. Eu sofri essa dificuldade e me sugeriram esperar o superintendente me acompanhar. Na lei ordinária do município, claro, temos uma posição diferente, que é a independência do parlamentar de visitar qualquer espaço público”, explicou Maria Letícia.

A vereadora disse também que já conversou com o João Carlos Baracho e que acredita que essa tenha sido uma decisão equivocada e que providências serão tomadas. “Se você não alinha sua equipe, você pode ter elementos que atuem diferentemente do que você pretende. Talvez alguém desinformado e que não conhece a resolução pode ter feito isso. Não é um direito, é um dever do vereador visitar e fiscalizar esse espaço”, concluiu.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba explicou que o que houve foi uma “falha de comunicação”. Leia a nota encaminhada à Banda B na íntegra:

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba esclarece que há uma falha de comunicação em relação à notícia de proibição da vereadora Maria Letícia Fagundes (PV) de visitar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Boqueirão e Boa Vista ou qualquer outro posto ou unidade 24 horas.

A orientação repassada pela chefe de gabinete à vereadora foi apenas no sentido de assessorá-la com informações para que a visita pudesse ser ainda mais proveitosa. Foi solicitado apenas que, caso pudesse ser informado o dia e horário, a visita poderia ser acompanhada pela chefe da unidade ou supervisor do distrito, no intuito de facilitar o acesso da vereadora a todas as áreas e fornecer dados e informações qualificadas de atendimentos.

Também não procede a exigência de que imagens só poderiam ser feitas pelo fotógrafo oficial da secretaria. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba nem sequer conta com um profissional com este perfil em seu quadro.

Reforçamos a transparência e o foco na saúde desta gestão.  Acreditamos no direito inviolável do vereador no exercício do seu mandado e o direito de ter livre acesso aos órgãos público, como representante do povo. Em nenhum momento, cerceamos o trabalho de qualquer vereador. O secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho, tem, inclusive recebido a visita de vários vereadores que estiveram em postos de saúde e unidades 24 horas. Depois destas visitas, eles trouxeram ao secretário suas impressões e contribuições, que serão sempre muito bem-vindas.