Da Redação

O descaso e a falta de interesse do Governo Estadual podem inviabilizar um investimento de aproximadamente R$ 60 milhões da União nos aeroportos regionais do Paraná. A denúncia é do deputado João Arruda (PMDB-PR), em discurso na Câmara Federal, na tarde desta quinta-feira (06).

joaoarrudaFoto: Agência Câmara

No dia 19 de setembro deste ano, lembrou João Arruda, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência informou ao Governo do Estado que incluiu, no Plano Geral de Outorgas, a reestruturação de aeroportos de 15 municípios do interior do Paraná. “A notícia seria excelente. Se o Governo do Paraná não estivesse se isentando da responsabilidade de resolver uma situação que, em tese, pode inviabilizar o andamento do Programa do Governo Federal, prejudicando o avanço aeroportuário de nosso Estado”, alertou João Arruda.

De acordo com o deputado, através de ofícios encaminhados as prefeituras de Bandeirantes e União da Vitória, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, informou que os municípios não preenchem um dos requisitos do Plano Geral de Outorgas, de que devem ter PIB superior a R$ 1 bilhão. Na carta, os prefeitos foram apenas orientados que, tendo interesse, poderiam formar um consórcio para garantir um PIB no valor exigido.

“Prefiro acreditar que a atitude do secretário José Richa, que é irmão do governador Beto Richa, seja somente reflexo de falta de informação, pois, de fato, esse critério existe, mas não é determinante para excluir nenhum município do programa, não é isso que o Governo Federal pretende. Pelo contrário, o Governo Federal sinaliza parceria com o Governo do Paraná para superar esse tipo de restrição e ajudar a desenvolver justamente municípios e regiões com baixa arrecadação orçamentária”, disse João Arruda.

Municípios com PIB abaixo de R$ 1 milhão, segundo a Secretaria de Política Regulatória de Aviação Civil, podem trilhar outros caminhos, criar alternativas de gestão para garantir a inclusão no plano. “A presidenta Dilma querendo ampliar os investimentos e estabelecer parceria com nosso estado, e mais uma vez, a falta de boa vontade do Governo do Paraná, que prefere adotar o modelo mais fácil de gestão, a inviabilização de projetos”, ressaltou João Arruda.