Redação

murilo hidalgo

Analista Murilo Hidalgo

Para o diretor do Instituto Paraná Pesquisas e analista político, Murilo Hidalgo, o governador Beto Richa (PSDB) vai cometer um erro caso confirme o pedido que fez no sábado (31) aos secretários estaduais, durante reunião realizada na Sociedade Urca, em Curitiba. Richa determinou que todos os secretários que pretendam se candidatar nas eleições de 2014, deixem os cargos no final de dezembro, quatro meses antes do prazo final de desincompatibilização previsto pela lei eleitoral. Pelo menos 12 secretários estão nesta situação.

“A nosso ver é um grande erro do governador Beto Richa porque a grande pergunta é: ele vai deixar o Ratinho Jr (secretário do Desenvolvimento Urbando – PSC), livre quatro meses para ser candidato ao governo ou fazer outras alianças? A mesma pergunta vale para Reinhold Stephanes (secretário da Casa Civil – PMDB) e o Ricardo Barros (secretário da Indústria e Comércio – PP). Seria um erro deixar todos estes e outros secretários livres, longe dele, para chegar em junho e ter que negociar novas alianças, tudo de novo”, disse Hidalgo nesta segunda-feira (2), em entrevista no Jornal da Banda B.
O governador Beto Richa reuniu no sábado pela manhã todo o secretariado e os principais cargos em comissão na Sociedade Urca para avaliar os rumos do governo e planejar as próximas ações.

PMDB

Na entrevista, Hidalgo reforçou ainda que, afastando os secretários no final do ano, além deixar longe dele seus principais cabos eleitorais, Richa estaria dando ainda mais força para uma eventual candidatura do senador Roberto Requião (PMDB), ao governo.

“Toda pressão está em cima do PMDB que, ao meu ver, é o fiel da balança nas próximas eleições no Paraná. O próprio Requião passou o final de semana em reuniões com peemedebistas no litoral e na região metropolitana articulando sua candidatura ao governo, já que precisa passar pela convenção. E com o PMDB solto a partir de janeiro, sem ninguém no governo Richa, abriria mais espaço para uma candidatura própria, neste caso, de Requião”, opinou Hidalgo.