Redação com Estadão

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros, marcou para segunda-feira (25) a sessão de eleição da comissão especial que vai analisar o processo de impeachment  (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Segundo dia do julgamento d impeachment no Senado – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pediu nesta sexta-feira, 26, que o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D’Ávila Carvalho seja desqualificado como testemunha no julgamento final do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Durante seu depoimento, na noite de quinta-feira, 25, como testemunha de acusação, Carvalho admitiu que discutiu com o procurador do Ministério Público junto ao TCU Júlio Marcelo de Oliveira a elaboração do texto da representação contra Dilma.

Base para o pedido de impeachment

O documento preparado por Júlio Marcelo de Oliveira serviu de base do pedido de impeachment de Dilma Rousseff apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal.

“Formalmente a representação foi apresentada pelo doutor Júlio e cabia a ele decidir se faria ou não, mas, sim, conversei com ele antes da representação, passei a ele alguns conceitos, porque envolvia questões de apuração de resultado fiscal e, em função do que estava colocado nos jornais, ele queria obter maiores informações em relação a isso, auxiliei, sim, na redação de alguns trechos da representação”, disse na quinta-feira o auditor do TCU.

Cardozo tira duas testemunhas

O advogado de defesa da presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, decidiu retirar duas das seis testemunhas que iriam depor durante o julgamento final do impeachment.

Ele aproveitou o início da sessão desta sexta-feira, 26, para dizer que estava abrindo mão do depoimento da ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck e pediu para que o professor da Uerj Ricardo Lodi fosse ouvido apenas como informante.

Cardozo argumento que não queria expor Esther à “vingança” dos senadores da base aliada do presidente Michel Temer, que teriam ficado irritados com o fato de Lewandowski ter impugnado uma das testemunhas de acusação. “Estou fazendo isso para preservá-la de ataques”, afirmou.

Já havia um pedido de suspeição em relação a Esther. A advogada de acusação, Janaína Paschoal, argumentou que era muito grave o fato de ela ter sido contratada para trabalhar no gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que é “uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”.

No caso de Lodi, a acusação era porque ele tem procuração para representar a presidente afastada e não poderia testemunhar.

As outras quatro testemunhas de defesa são o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação no governo de Dilma Rousseff, Luiz Cláudio Costa, e o consultor jurídico Luiz Mascarenhas Prado.