Redação com Correio Braziliense

gleisi5Gleisi nega as denúncias

A senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) teria recebido R$ 1 milhão desviados da Petrobras para a campanha ao senado em 2010. A denúncia foi feita por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal e um dos operadores do esquema de corrupção na empresa, desbaratado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Segundo Costa contou ao Ministério Público Federal, o dinheiro foi repassado à Gleisi pelo doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava-Jato.

A informação está na edição deste domingo (19) de O Estado de S. Paulo. Ainda segundo o jornal paulista, Costa teria dito às autoridades que possui anotações da transferência em uma agenda já apreendida pela Polícia Federal.

Preso pela Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras fez um acordo de delação premiada com a Justiça, e poderá ter a pena reduzida caso as informações que concordou em prestar sejam comprovadas. Graças ao acordo, ele já cumpre a pena em casa.

Outro lado

Gleisi negou ter recebido qualquer recurso de Yousseff ou Costa. A senadora diz que não há nenhum aprova da acusação. Segue a nota, na íntegra:

1. A notícia de O Estado de S. Paulo é falsa. A Senadora Gleisi Hoffmann não recebeu doação alguma de Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef. A Senadora não conhece nenhum dos dois réus. O Ministro Paulo Bernardo só esteve com Alberto Youssef uma vez na vida, há mais de dez anos, apenas para inquiri-lo na CPI do Banestado.

02. Na prestação de contas da campanha de 2010 da Senadora, entregue ao TSE, assim como nas demais disputas eleitorais, estão todas as doações recebidas.

03. Ao Jornal cabia mais responsabilidade antes de veicular a notícia, diante da gravidade e, principalmente, diante da ausência de sentido lógico da acusação. A Senadora solicitou aos seus advogados que estudem medidas judiciais contra o Jornal “O Estado de S. Paulo”.

04. Se os criminosos Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef eventualmente mencionaram qualquer contribuição de campanha à Senadora – o que não se pode confirmar –, é certo que mentem. E mentem com o evidente objetivo de obter ilícita vantagem na barganha da delação premiada. Fazer uma acusação contra uma ex-ministra da Casa Civil, ainda que desprovida de qualquer prova ou indício, aumenta os benefícios oferecidos pelo Ministério Público. Lá na frente, terminado o processo, nada será provado, porque não há o que provar, mas os dois réus confessos já terão recebido os benefícios do acordo com o Ministério Público. A Senadora tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra este abuso.

05. A poucos dias da eleição presidencial, a Senadora Gleisi Hoffmann é vítima, pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos, muito bem recompensados pela – nem sempre legítima – barganha da delação premiada.