Redação com CMC

Uma audiência flanelinhas230813pública acontece nesta sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Curitiba, para debater dos guardadores de carros (mais conhecidos como “flanelinhas”). Se a lei for aprovada, cerca de 6 mil pessoas ficam sem trabalho, segundo o Sindicato dos Guardadores de Carros do Paraná (Singuapar).

“O que queremos é que a profissão seja regulamentada para, principalmente, deixar bem claro que guardador de carro e flanelinha não é a mesma coisa”, afirma o presidente do sindicato, Paulo Negrão. Atividade já é vetada nas cidades de Ponta Grossa e Cascavel.

A discussão começará às 9h, no plenário do Legislativo, e será conduzida pelo vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB). O vereador é autor de um projeto de lei que reforça a exclusividade do poder público na “exploração de estacionamento pago ou na cobrança de qualquer valor para o estacionamento de veículos nos logradouros públicos”. A proposição de Braga Côrtes proíbe a atividade dos flanelinhas no âmbito de Curitiba, uma vez que ao auxiliar os motoristas a estacionarem, ou prometerem segurança aos veículos parados, eles cobram pelo serviço.

Segundo a iniciativa, a Guarda Municipal ficaria autorizada a intervir nos casos em que flanelinhas estivessem cobrando pelo serviço, mas também qualquer cidadão poderia efetuar a prisão. Os flanelinhas, aponta Braga Côrtes, podem ser enquadradas na Lei de Contravenções Penais (“exercendo profissão sem preencher os requisitos legais”, artigo 47, punível com prisão ou multa em dinheiro).

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