O prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) participou na manhã desta segunda-feira (4) da primeira sessão do ano da Câmara Municipal de Vereadores de Curitiba. Durante o discurso e a coletiva de imprensa o pedetista fez um balanço dos 30 primeiros dias de sua gestão e fez diversas críticas a gestão anterior que, de acordo com ele, deixou uma dívida de R$ 446 milhões, sendo que mais da metade deste valor sem previsão orçamentária.

“Vim aqui para deixar claro o tamanho da dívida que nos foi deixada. Vamos precisar de um crédito suplementar da câmara para os R$ 277 milhões que não tiveram previsão orçamentária. O que sobrar vamos pagar prioritariamente os fornecedores que estão com mão de obra atrasada e os créditos inferiores a R$ 10 mil, para que a cidade não perca na qualidade dos serviços básicos”, disse Fruet.

Questionado sobre quais áreas mais o preocupam, o prefeito não pensou mais de dois segundos para responder. “Saúde e transporte. Estamos sofrendo ameaças de paralisações até porque alguns fornecedores não recebem há oito meses, sendo pressionados pelos trabalhadores. Estes são serviços essenciais que me preocupam. A saúde por conta das Unidades de Saúde (US) onde nem as plantas eram cortadas e o transporte já que a database de motoristas e cobradores está próxima e vivemos em constante ameaça de greve”, afirmou o prefeito.

Antes de terminar de falar com a imprensa, Fruet fez questão de reiterar que esta dívida irá atrapalhar o primeiro ano de sua gestão. “Não é caça às bruxas, só quero deixar esta situação clara para a população e vou encaminhar ao Ministério Público para que as medidas sejam tomadas. No final dos 100 dias de governo vamos mostrar um documento relatando isto. Posso dizer que esta dívida é uma das maiores dos últimos tempos na capital”, concluiu.