do Blog do Esmael

Essa era a principal pergunta feita ontem à noite durante o velório do secretário-geral do PDT de Curitiba, Edson Feltrin, vitimado por uma pneumonia. A desconfiança entre amigos e familiares do falecido é de que a doença agravou-se em virtude de “desgosto político”. Acusações mútuas cruzaram a rua do Cemitério Municipal e foram parar no tradicional Bar do Pudim, no bairro São Francisco. A confusão quase terminou em desforço físico. Foi preciso a providencial intervenção da turma do deixa-disso.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT), presente no velório, apontou um suspeito que teria contribuído bastante para a morte do advogado Feltrin. Falou em alto e bom tom para uma dezena de testemunhas. “Eu, um dia, ainda vou contar detalhes dessa história”, prometeu o prefeito.

Inicialmente, Feltrin era cotado para assumir a Secretaria das Relações Comunitárias. Não deu. Depois passou a ser lembrado para a pasta das Relações Institucionais. Vinha sofrendo grande veto e lobby contrário de “forças ocultas”. Antes de ser internado, Feltrin, de quem eu era amigo, revelou que havia se encontrado com o prefeito. Estava animado, feliz, pois Fruet teria se comprometido em nomeá-lo secretário assim que “removesse alguns obstáculos”. Não deu tempo. Feltrin morreu de “desgosto político”. Não teve a chance de assistir a posse de seu correligionário.

No velório, Fruet, dedo em riste, apontou para um político que teria pregado ao menos um prego no caixão de Feltrin. Falou olho no olho. Não mandou recado. O “responsável” ficou desconcertado. Não retrucou. Engoliu seco. Suava frio.

A grande massa que foi despedir-se do combativo Feltrin não pôde presenciar esse quiproquó. Mas a pergunta do velório era essa: “Quem matou o Feltrin?”.

As informações são do Blog do Esmael.