Da Redação

O ex-presidente da Urbs, Marcos Isfer, e o ex-diretor de Transportes do órgão, Fernando Ghignone, entraram com uma ação contra o presidente da CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal, Jorge Bernardi (PDT). Eles querem que o vereador explique judicialmente as declarações de que o processo licitatório do transporte coletivo foi fraudado. Já Bernardi acredita que o objetivo da ação é censurar e causar constrangimento à CPI do Transporte, que investiga irregularidades no processo de licitação ocorrido há mais de dois anos.

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Foto: Divulgação

De acordo com o presidente da CPI, em pronunciamento na Câmara, trata-se de uma tentativa de intimidação, mas ele irá com a comissão até o fim. “Forças poderosas que têm exercido o poder na capital paranaense e que tentam impedir o prosseguimento das investigações em curso pela CPI, procurando constranger os vereadores no momento em que a mesma vai apurando irregularidades”, disse.

A lei das CPI’s aponta como crime impedir ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercício das atribuições de qualquer de seus membros, sendo a pena de dois meses a dois anos. “É estranho que a ação tenha sido proposta bem no dia em que decidimos convocá-los. Eles esperavam que a citação ocorresse antes da reunião em que foram ouvidos, nos dias 19 e 20 de setembro, para constranger o presidente da CPI e os demais vereadores. Ocorre que a situação só aconteceu uma semana depois e não produziu o efeito esperado pelos dois investigados”, concluiu Bernardi.